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00 h 29

Domingo, 23 Abril 2017

GUIA DE ENTREVISTAS

ENTREVISTA


Baixa visão depende de atenção especial

Qual é forma mais apropriada para atender pacientes portadores de baixa visão ?

O oftalmologista é o agente catalisador do atendimento e nas ações de pacientes com baixa visão. Na verdade, eles são identificados através da avaliação oftalmológica com diagnóstico preciso e avaliação funcional da visão. Com os exames oftalmológicos, é possível a indicação, prescrição e adaptação do melhor auxílio óptico para cada paciente. Assim teremos a caracterização do quadro, a melhor refração e medida acuidade visual e dos recursos ópticos, se necessário. A partir dessa avaliação oftalmológica, os pacientes devem passar pelas etapas de habilitação ou reabilitação visual. É um processo bastante individualizado, sem dúvida.

Há especificidades para o atendimento do paciente com baixa visão ?

Os portadores de baixa visão devem, idealmente ser avaliados com tabelas específicas, as quais permitem uma avaliação oftalmológica para acuidades visuais mais baixas. Na verdade, a atenção médica a estes pacientes é responsabilidade do oftalmologista e por isso a Sociedade Brasileira de Visão Subnormal, filiada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) busca disseminar as técnicas de avaliação, prescrição e adaptação de auxílios ópticos. Ainda queremos colaborar com a complementação da formação de pessoal medico e não medico, tanto que existe a recomendação que em todas as residências oftalmológicas credenciadas pelo CBO exista um serviço de visão subnormal.

Que orientações são importantes para a prescrição de auxílios ópticos para portadores de baixa visão ?

A indicação é baseada a partir das características da doença, da melhor acuidade visual obtida através da refração e indicados para a execução de tarefas. Para perto temos óculos especiais, lupas manuais e lupas de apoio, por exemplo. Para longe, temos as telelupas, que podem ser mono ou binoculares. São alguns DOS auxílios receitados e baseados no melhor grau e nas características da doença de cada paciente. Além desses, existem os auxílios não-ópticos como uso de apoios, iluminação adequada, auxílios de magnificação eletrônica e de informática que devem ser igualmente prescritos e orientados quanto ao seu uso.

De que forma outros profissionais podem atuar junto do atendimento oftalmológico ?

Muitas vezes o atendimento é multidisciplinar. A primeira etapa é o diagnóstico feito pelo oftalmologista, que é o agente centralizador e faz a refração, prescrição e adaptação do auxílio óptico. No treinamento, é possível contar com auxiliares de oftalmologia, pedagogos e ortoptistas, por exemplo, e com deficiências visuais mais profundas com terapeutas ocupacionais, professores de orientação e mobilidade etc. Outros profissionais como psicólogos e mesmo de outras áreas como fonoaudiólogos, quando necessário, constituem a equipe. São atendimentos que visam proporcionar ações que levam potencializar a visão do paciente e melhorar a sua qualidade de vida.

E quanto ao papel da educação para portadores de baixa visão ?

A maior parte das pessoas portadoras de deficiências visuais, através de orientação adequada, uso de auxílios ópticos e não-ópticos ou óculos especiais, podem e devem acompanhar as escolas normais dentro da política conhecida como educação inclusiva.

A participação familiar também é relevante ?

Esclarecimento e orientação da família são fundamentais para os portadores de baixa visão. Os familiares podem colaborar tanto no uso de auxílios ópticos como na melhor inserção educacional e social. é uma ação coadjuvante ao atendimento médico e multidisciplinar, particularmente no caso das crianças.

Que recomendação seria importante para dar aos médicos para um melhor atendimento a portadores de baixa visão ?

Os pacientes com baixa visão, através de uma orientação e avaliação oftalmológica adequada, podem ter uma importante inserção social e isso faz diferença na sua qualidade de vida e no exercício da sua cidadania. Dessa forma, muito podemos fazer por estes pacientes.

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