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12 h 41

Quarta-feira, 23 08 2017

GUIA DE ENTREVISTAS

ENTREVISTA


Cirurgias refrativas são mais seguras

Qual o perfil do candidato ideal para se fazer uma cirurgia refrativa seja bem-sucedida?

Primeiramente, é preciso que o grau do paciente esteja estabilizado, ou seja, sem variações de refração. Para isso, é preciso dois ou três exames sem alteração na refração do paciente. Avalia-se ainda dados relativos à córnea, como espessura e curvatura, e planeja-se a cirurgia. É preciso também que o paciente tenha uma boa visão com a correção, já que a cirurgia corrige o grau, mas não pode melhorar a visão de um paciente que já não enxergava bem mesmo com os óculos. Enfim, deve-se fazer um estudo personalizado para que se tenha segurança na indicação da cirurgia.

Que dados clínicos os oftalmologistas devem observar antes de executar tal procedimento?

O paciente precisa realizar, no mínimo, um mapeamento de retina, topografia e paquimetria e ainda submeter-se a exame oftalmológico completo por um especialista em cirurgia refrativa.

Olho seco, ceratite entre outros problemas de saúde ocular também podem ocorrer também em pacientes que se submetem à cirurgia refrativa. Nesses casos, e também em outras eventualidades oftalmológicas, qual a abordagem médica mais adequada?

De toda forma, um exame pré-operatório adequado com o estudo do filme lacrimal pode evitar tais complicações. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Alterações corneanas podem ocorrer e o uso de lágrimas artificiais freqüentes melhora os sintomas.

O que pode ser feito para evitar reoperações ou complicações pós-operatórias?

O principal método para evitar as complicações é uma avaliação pré-operatória minuciosa e criteriosa. Assim, é possível ter uma indicação precisa da cirurgia, desaconselhando pacientes que tenham potencialmente algum risco com o procedimento.

Por que hoje em dia ocorrem tantas recidivas de cirurgias feitas anos atrás?

No início da cirurgia refrativa, a técnica utilizada era a ceratotomia radial. Eram realizadas várias incisões na córnea e, com o passar do tempo, observou-se que alguns pacientes tinham um retorno do grau ou até a inversão do mesmo. Muitos pacientes que eram míopes tornaram hipermétropes. Com o advento do Lasik, a cirurgia refrativa tornou-se muito mais precisa e estável garantindo uma boa visão para a maioria dos pacientes. O laser é aplicado no estroma da córnea e é protegido pelo flap corneano, e isso confere uma maior estabilidade à córnea.

Como as novas tecnologias interagem com as cirurgias refrativas?

O avanço tecnológico na oftalmologia é extraordinário. Atualmente, realiza-se um procedimento personalizado para cada paciente, adaptando os parâmetros do aparelho para corrigir ponto por ponto as alterações refrativas de cada um. Novos aparelhos e técnicas estão sendo desenvolvidas no intuito de promover sempre uma melhor visão com a segurança de um bom resultado a curto, médio e longo prazo.

Que desafios e perspectivas a senhora vê para as cirurgias refrativas?

Os desafios estão surgindo sempre. A grande necessidade atual, que é uma das queixas mais freqüentes no consultório de todos os oftalmologistas, é o tratamento cirúrgico para a presbiopia. Algumas técnicas começam a ser desenvolvidas, mas ainda é preciso um pouco de paciência para que se possa ter o método desenvolvido. Por enquanto dispomos apenas de óculos e lentes de contato para corrigir o problema de vista cansada.

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