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05 h 16

Quarta-feira, 13 Dezembro 2017

GUIA DE ENTREVISTAS

ENTREVISTA


Vinte e cinco anos de Unicamp

Qual a avaliação que o senhor faz depois de vinte e cinco anos de dedicação acadêmica em oftalmologia na Unicamp?

A oftalmologia da Universidade de Campinas cresceu extraordinariamente. Quando nós chegamos lá a residência na área de oftalmologia estava parada há três anos e hoje temos 14 residentes por ano. Hoje devemos ter 250 ex-residentes atuando em todo o Brasil e é considerada uma faculdade de primeira linha em residência também. A Unicamp provocou uma revolução no número de residentes formados, na responsabilidade da universidade com projetos comunitários que foram realizados na Unicamp e pela politização exercida pelos trabalhos feitos. Sem dúvida, a Unicamp é um exemplo para o resto Brasil e campanhas como o projeto catarata, que tem um sucesso comprovado e sem lista de espera, é o fruto de um trabalho determinado que começou na Unicamp.

Daqui adiante, quais são os principais desafios junto ao seu trabalho?

Problemas antigos não acabam completamente e novos aparecem num mundo ativo e dinâmico. Conseguimos vencer em grande parte a barreira da catarata. o Projeto Olho no Olho atende avalia 3 milhões e 200 mil crianças do ensino fundamental todos os anos tem melhorado cada vez mais e pretendemos ampliar para outras faixas etárias, como atendimento aos recém-nascidos para que todos tenham futuramente um exame oftalmológico logo após o nascimento para detectar qualquer suspeita de problema ocular precocemente. Ainda deve ser feita muita coisa para prevenção de trauma ocular, primeiros socorros e visão do idoso devido à mudança do perfil populacional e maior incidência de lesões de mácula, necessidade de prescrição de óculos, catarata, visão subnormal etc. O trabalho não acaba e cada coisa resolvida vem junto a um novo desafio a ser vencido.

Qual a situação da oftalmologia hoje no Brasil ?

Graças ao bom nível de formação de muitos médicos. a oftalmologia brasileira está entre as melhores do mundo. No aspecto cirúrgico. sem dúvida, formamos os melhores cirurgiões do mundo. O residente das grandes escolas médicas brasileiras, como a Unicamp. USP (de São Paulo e de Ribeirão Preto), Unesp, Unifesp, Santa Casa, só para citar algumas paulistas, sai melhor preparado em cirurgia do que qualquer universidade americana devido ao número de oportunidades de praticar o ato cirúrgico. Essas universidades brasileiras também têm equipamentos e padrões cirúrgicos iguais aos melhores hospitais do mundo.

Que considerações o senhor pode fazer a respeito do ensino médico no Brasil hoje em dia ?

O ensino piorou muito nos último anos. Abriu-se um número muito grande faculdades de medicina e sem um corpo docente adequado, além dos professores serem muito mal remunerados. Para sobreviver, muitos docentes têm que exercer outras atividades e muito pouca gente consegue dar seu tempo integral à vida acadêmica. É hora de fazer uma grande revolução. dar valor e prestigiar o professor de medicina.

No que se refere à saúde pública na área oftalmológica, o que tem sido feito nos últimos anos ?

O investimento tem sido no Projeto Catarata. que atendia 60 mil pessoas por ano e agora passou a 300 mil. Quanto à saúde escolar, aumentamos o número de atendimentos com o "Projeto Olho no Olho". além da maior atenção ao deficiente visual. Nos últimos quatro anos houve muitos progressos, talvez mais do que tudo o que tinha sido feito até então na história da oftalmologia brasileira. Contudo, muita coisa ainda precisa ser realizada e necessitamos de ampliar mais os investimentos.

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