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11/06/2007

Estrabismo tem de ser tratado enquanto é tempo

O estrabismo pode ser diagnosticado desde os primeiros meses de vida, quando há clara percepção de que um dos olhos da criança aponta para dentro, para fora, para cima ou para baixo, impedindo o cérebro de alinhar os olhos apropriadamente.Em crianças com visão normal, o cérebro desenvolve a habilidade de fundir as imagens que vêm do olho esquerdo e do direito, formando uma única imagem.

Como resultado da fusão, o cérebro garante melhor noção espacial e de profundidade. Caso contrário, a criança passa a ter visão dupla – o que obriga o cérebro a suprimir a imagem capturada pelo olho problemático.De acordo com o doutor Renato Neves, oftalmologista e diretor da rede Eye Care Oftalmologia, em São Paulo, “a primeira coisa que se deve fazer é examinar os dois olhos para perceber seu estado. Após avaliação completa, e identificado o tipo de estrabismo, segue-se um plano de recuperação”.

Segundo o médico, para corrigir a disfunção, o olho fraco deve, primeiro, receber uma imagem nítida e ser forçado a funcionar como visão principal. Normalmente, costuma-se usar um tampão no olho sadio por alguns períodos, forçando o olho fraco a reagir e a funcionar adequadamente. “Há situações que exigem cirurgia de alinhamento dos olhos ou retirada de opacidades nos meios óticos da córnea e cristalino (catarata)”.

Neves diz ser muito importante que os pais da criança estrábica entendam claramente quais são as opções de tratamento, escolhendo a terapia mais adequada e dando todo incentivo e suporte durante a fase mais crítica da correção. “Os ganhos são permanentes, uma vez que o cérebro passa a fundir as imagens, garantindo a binocularidade e a acuidade visual.”O especialista diz ser fundamental que toda criança seja submetida a um exame oftalmológico logo ao nascimento, devendo ser repetido de dois em dois anos até os seis anos de idade.




Eye Care Oftalmologia

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