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12/11/2007

Placenta que vai para o lixo pode salvar visão

Cirurgia feita com a parte interna da placenta que contém células tronco restaura queimaduras químicas e  cicatrizes da superfície ocular  causadas por algumas  doenças.Todos os dias milhares de placentas são descartadas nas maternidades após partos. O que poucas pessoas sabem é que a membrana aminiótica (parte interna da placenta) pode salvar a visão de quem sofre queimaduras químicas ou doenças que causam cicatrizes na córnea. No Brasil as queimaduras químicas representam de 7% a 10% dos acidentes oculares no trabalho e as cicatrizes na córnea decorrentes de doenças oculares externas são uma importante causa de deficiência visual grave,.

De acordo com o oftalmlogista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, as lesões por queimaduras químicas e cicatrizes corneanas podem ser corrigidas com implante de célula-tronco retirada da membrana amniótica.Pioneiro em Campinas neste procedimento cirúrgico, ele explica que a cirurgia permite recuperar até 70% dos casos de queimaduras oculares,inclusive as decorrentes do contato com produtos alcalinos como soda caustica,  cal e amônia  que prevalecem  nos acidentes industriais mais freqüentes entre homens na faixa etária de 20 a 40 anos.  Este foi o caso de Jadnei Cássio Ré que trabalha com transporte e sofreu uma queimadura ocular após uma explosão de carga e teve a visão recuperada por Queiroz Neto.

O especialista afirma que a recuperação da visão é possível porque as células da membrana amniótica conseguem se diferenciar e construir os tecidos da superfície dos olhos, além de terem  propriedade antiinflamatória e  cicatrizante. Ele destaca que pesquisas feitas por cientistas de Taiwan demonstram que a membrana amniótica não é capaz de refazer todos os 216 tecidos do corpo humano, mas tem habilidade de se diferenciar em diversos tipos de células.

Na oftalmologia, comenta, a técnica também é usada na reconstrução de pálpebras,  para eliminar inflamação pós-cirúrgica de pterígio e tumores, no tratamento  de ceratoconjuntivite,  penfigóide (doença auto-imune que ataca a mucosa dos olhos) e nos casos de uma alergia ocular conhecida como Stevens-Johnson que pode causar cicatrizes na córnea.

Queiroz Neto explica que as queimaduras oculares podem opacificar siultaneamente a córnea e o limbo (membrana situada entre a córnea e a esclera -  parte branca do olho). Dependendo do grau de destruição da superfície ocular, afirma,  só o implante de membrana amniótica é suficiente. Quando a córnea não está em processo ativo de necrose é associado o transplante de limbo que pode ser retirado do próprio paciente nos casos de acidentes monoculares ou vir de um doador se os dois olhos forem atingidos. A cirurgia consiste em retirar a parte danificada do limbo,implantar o limbo sadio e depois a membrana amniótica que tem a função de suportar a germinação das células limbares. Nos casos em que a córnea perde a transparência a cirurgia começa com o transplante da córnea para depois ser implantado o limbo e a membrana amniótica O pós-operatório exige avaliação médica semanal nos dois primeiros meses e depois quinzenalmente até o sexto mês.

Queiroz Neto destaca que o sucesso da cirurgia se restringe a 7 em cada 10 casos porque as substâncias alcalinas têm penetração muito rápida nos olhos e podem causar danos muito profundos na estrutura ocular.  Por isso, afirma,o ideal é usar óculos de proteção que evitam 90% dos acidentes oculares. De qualquer forma, quando uma mulher dá a luz pode tirar da escuridão algumas pessoas.



 




Eutrópia Turazzi LDC Comunicação

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