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08/08/2008

Instituto da Visão – UNIFESP alerta sobre o risco de cegueira causada pelo raio laser utilizado em shows e eventos

O impacto dos potentes fachos de luz provoca danos irreversíveis no olho humano

 

A visão depende da luz, mas também pode ser prejudicada por ela. Se olharmos diretamente para a luz do sol, que é natural, sem proteção alguma, além de dor e cegueira momentânea, podemos ter a retina prejudicada. Também o laser, uma luz amplificada por estímulos emissores de radiação, com grande aplicabilidade, inclusive nas áreas ligadas à saúde, pode causar dados irreversíveis à visão.

 

Dois episódios recentes exemplificam os efeitos deletérios dessa luz, quando usada sem proteção e parcimônia.  Enquanto em Moscou, cerca de 30 jovens perderam a visão pelo impacto da luz de um canhão a laser, durante um show de música eletrônica, recebemos no Departamento de Oftalmologia um paciente de 29 anos, com perda da visão causada pelo mesmo agente. Nesse caso, um trabalhador que teve os olhos acidentalmente atingidos por um facho de luz de laser verde de diodo com o mesmo comprimento de onda usado para tratamento de retinopatia diabética e outras patologias. Além da queimadura causada pelo laser, outro ponto em comum entre os dois episódios é que as vítimas, aparentemente, nunca conseguirão recuperar a visão, devido à gravidade das lesões.

 
O Dr. Rubens Belfort Júnior, Professor-Titular de Oftalmologia e Presidente do Instituto da Visão da UNIFESP, explica que a manipulação de qualquer tipo de laser requer medidas adicionais de proteção e segurança para evitar acidentes dessa natureza, pois “o laser ao atingir a retina esquenta o tecido de acordo com seu comprimento de onda, causando uma queimadura, que quando ocorre na parte central da visão pode levar à cegueira”. Para o especialista, a medida mais eficaz para evitar esse tipo de acidente seria um controle mais rígido por parte dos órgãos públicos. “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão responsável pela proteção e segurança dos produtos e serviços de saúde oferecidos à população, deveria ter um registro para manter maior vigilância sobre todos esses lasers”, finaliza.

UNIFESP

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