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16/12/2008

Cuidados simples com os olhos evitam irritações na praia e na piscina

Coceira e ardência nos olhos fazem parte do dia-a-dia das férias de verão na praia ou na piscina. Afinal, quem nunca sofreu com essa irritação, pelo menos uma vez na vida? O incômodo existe, porém, com alguns cuidados simples é possível amenizá-lo e, até, evitá-lo.

A água do mar irrita os olhos por ter grande concentração de Cloreto de Sódio e outras impurezas como microorganismos (coliformes fecais), fato associado a um saneamento básico precário e ineficiente. A água do mar pode diluir ou anular funções e fisiologia da lágrima, devido à alteração dos meios de proteção e nutrição da córnea. Além do sol, a água do mar e a maresia, que é composta por areia fina em suspensão, carregam muitas impurezas. O sal pode desidratar a superfície do olho podendo levar a um ressecamento e maior exposição do olho. O cloro presente na água da piscina pode causar uma conjuntivite química e, quanto maior a concentração da substância, menos microorganismos, porém maior a agressão química.

Uma boa alternativa para amenizar os efeitos do sal e do cloro, durante o verão, é o uso de lágrimas artificiais. Compressas com água filtrada gelada ou com soro fisiológico sem conservante também promovem o alívio dos sintomas.

Algumas dicas importantes para a proteção dos olhos:

- Evitar o atrito das mãos com olhos, que pode provocar micro lesões na superfície ocular, facilitando a penetração de microorganismos ou agentes químicos.

- Usar óculos de sol com lentes de boa qualidade e com proteção
ultravioleta, que evita a passagem dos raios de luz nocivos ao núcleo das células do olho humano, e podem causar degenerações da conjuntiva (pterígeo), ceratites, catarata e doenças degenerativas da retina. Além disso, os óculos também funcionam como escudo protetor para elementos externos como areia e suas impurezas.

- Não freqüentar praias impróprias para banho.

- Evitar a exposição ao sol entre 10h e 15h. O calor atua como um forte vaso dilatador e a exposição prolongada pode causar desidratação e queimaduras, inclusive na pálpebra.

- Cuidado com produtos químicos que podem irritar a mucosa, como os protetores solares usados ao redor dos olhos.

- Cuidado com o excesso de álcool, que em pessoas mais sensíveis é um potente vasodilatador e proporciona vermelhidão nos olhos.

- Evitar o uso de lentes de contato na praia ou na piscina.

- Manter a higiene, evitando o contato das mãos com os olhos, antes de lavá-las.

- O uso de colírios deve ocorrer sempre após prescrição médica. Há medicações tópicas como os vasoconstritores, que podem promover a dilatação da pupila e crise de glaucoma.

- Não ir à praia ou piscina quando houver sinais de infecção ocular
(conjuntivite).

- E, principalmente, procurar imediatamente um médico se os sintomas persistirem.

- Enfim, a melhor dica é o equilíbrio e a moderação, sombra e água fresca.
  

O médico Eduardo Almeida, consultor da especialidade de Oftalmologia dos hospitais Vila Mariana e Metropolitano, em São Paulo, está à disposição para entrevistas.

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