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15/05/2009

Hipertensão arterial causa a diminuição da visão porque provoca lesões na retina

Apenas 6% dos paulistas sabem qual é a taxa considerada ideal para a pressão arterial, de 130 mmHg por 80 mmHg, popularmente: “13 por 8”...
A conclusão faz parte de um levantamento realizado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Socesp, e pelo Datafolha em 2008. Foram ouvidas 2.096 pessoas, em 85 cidades do Estado.
Segundo a sondagem:

  • Mesmo depois de estimulados, apenas 22% dos entrevistados acertaram a resposta certa. O fato é preocupante porque a hipertensão é uma doença silenciosa que eleva o risco de problemas cardiovasculares;

  • Quanto aos principais fatores de risco cardiovascular, 18% dos entrevistados citaram a hipertensão, atrás de tabagismo, sedentarismo e estresse;

  • Os homens se mostraram menos informados sobre o perigo da pressão alta em comparação com as mulheres: apenas 12% deles indicaram a hipertensão como fator de risco, em comparação com 23% das mulheres;

  • Entre os jovens de 18 a 24 anos, somente 9% sabem da importância de manter a pressão nos níveis recomendados, enquanto os adultos de 45 a 70 anos estão mais informados (26%).

As complicações da hipertensão quando não levam à morte prejudicam a qualidade de vida do paciente. “Oclusões vasculares retineanas, retinopatia hipertensiva, aparecimento de vasos sangüíneos anormais na retina e o desenvolvimento do glaucoma são complicações comumente diagnosticadas em pacientes que apresentam hipertensão arterial”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.
Considera-se que a pessoa é hipertensa, se medindo a pressão arterial em repouso, obtém-se valores acima de 14 por 9. Esses são os números de corte. Acima deles, a pressão é considerada elevada; abaixo, é normal. Esse valor independe da idade, tanto faz se a pessoa tem 20 ou 60 anos.
A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que a pressão arterial deve ser medida regularmente, no mínimo, uma vez por ano, inclusive por aqueles que não têm ou desconhecem ter a doença. A recomendação se aplica também às crianças, a partir dos três anos de idade. “Já para os hipertensos, a verificação da pressão deve ser constante para o controle adequado da doença”, observa o oftalmologista Edson Branzoni Leal, que também integra o corpo clínico do IMO.
Como a pressão alta afeta a visão
A retinopatia hipertensiva é um distúrbio de visão que ocorre quando a pressão arterial torna-se extremamente elevada, como nos casos de hipertensão grave, hipertensão maligna e toxemia gravídica.

As repercussões da hipertensão arterial se fazem sentir, principalmente, no leito vascular de órgãos alvo, dentre estes, os olhos. O diagnóstico precoce dos sinais e lesões referentes à retinopatia hipertensiva permite avaliar a gravidade da hipertensão arterial, e, principalmente, realizar um acompanhamento evolutivo das lesões orgânicas hipertensivas como hemorragias na retina, microaneurismas, exudatos – extravasamento de gordura – espasmos arteriolares e estase de papila.

Os exames oftalmoscópicos das alterações vasculares – fundoscopia e oftalmoscopia direta e indireta – permitem que as alterações causadas pela hipertensão sejam diagnosticadas precocemente. A fundoscopia também permite avaliar os danos em outros órgãos alvo, além de fornecer informações sobre a severidade da doença.
Outra complicação decorrente da hipertensão é a obstrução da circulação sangüínea retineana. “A veia central retineana é o principal vaso sangüíneo que transporta o sangue a partir da retina. A sua obstrução faz com que as veias menores da retina fiquem congestionadas e tornem-se tortuosas. Assim, a superfície da retina torna-se congesta e edemaciada e pode ocorrer um escape de sangue no olho”, diz o oftalmologista Edson Branzoni.



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Apenas 6% dos paulistas sabem qual é a taxa considerada ideal para a pressão arterial, de 130 mmHg por 80 mmHg, popularmente: “13 por 8”...
A conclusão faz parte de um levantamento realizado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Socesp, e pelo Datafolha em 2008. Foram ouvidas 2.096 pessoas, em 85 cidades do Estado.
Segundo a sondagem:

  • Mesmo depois de estimulados, apenas 22% dos entrevistados acertaram a resposta certa. O fato é preocupante porque a hipertensão é uma doença silenciosa que eleva o risco de problemas cardiovasculares;

  • Quanto aos principais fatores de risco cardiovascular, 18% dos entrevistados citaram a hipertensão, atrás de tabagismo, sedentarismo e estresse;

  • Os homens se mostraram menos informados sobre o perigo da pressão alta em comparação com as mulheres: apenas 12% deles indicaram a hipertensão como fator de risco, em comparação com 23% das mulheres;

  • Entre os jovens de 18 a 24 anos, somente 9% sabem da importância de manter a pressão nos níveis recomendados, enquanto os adultos de 45 a 70 anos estão mais informados (26%).

As complicações da hipertensão quando não levam à morte prejudicam a qualidade de vida do paciente. “Oclusões vasculares retineanas, retinopatia hipertensiva, aparecimento de vasos sangüíneos anormais na retina e o desenvolvimento do glaucoma são complicações comumente diagnosticadas em pacientes que apresentam hipertensão arterial”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.
Considera-se que a pessoa é hipertensa, se medindo a pressão arterial em repouso, obtém-se valores acima de 14 por 9. Esses são os números de corte. Acima deles, a pressão é considerada elevada; abaixo, é normal. Esse valor independe da idade, tanto faz se a pessoa tem 20 ou 60 anos.
A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que a pressão arterial deve ser medida regularmente, no mínimo, uma vez por ano, inclusive por aqueles que não têm ou desconhecem ter a doença. A recomendação se aplica também às crianças, a partir dos três anos de idade. “Já para os hipertensos, a verificação da pressão deve ser constante para o controle adequado da doença”, observa o oftalmologista Edson Branzoni Leal, que também integra o corpo clínico do IMO.
Como a pressão alta afeta a visão
A retinopatia hipertensiva é um distúrbio de visão que ocorre quando a pressão arterial torna-se extremamente elevada, como nos casos de hipertensão grave, hipertensão maligna e toxemia gravídica.

As repercussões da hipertensão arterial se fazem sentir, principalmente, no leito vascular de órgãos alvo, dentre estes, os olhos. O diagnóstico precoce dos sinais e lesões referentes à retinopatia hipertensiva permite avaliar a gravidade da hipertensão arterial, e, principalmente, realizar um acompanhamento evolutivo das lesões orgânicas hipertensivas como hemorragias na retina, microaneurismas, exudatos – extravasamento de gordura – espasmos arteriolares e estase de papila.

Os exames oftalmoscópicos das alterações vasculares – fundoscopia e oftalmoscopia direta e indireta – permitem que as alterações causadas pela hipertensão sejam diagnosticadas precocemente. A fundoscopia também permite avaliar os danos em outros órgãos alvo, além de fornecer informações sobre a severidade da doença.
Outra complicação decorrente da hipertensão é a obstrução da circulação sangüínea retineana. “A veia central retineana é o principal vaso sangüíneo que transporta o sangue a partir da retina. A sua obstrução faz com que as veias menores da retina fiquem congestionadas e tornem-se tortuosas. Assim, a superfície da retina torna-se congesta e edemaciada e pode ocorrer um escape de sangue no olho”, diz o oftalmologista Edson Branzoni.


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