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02/09/2009

INSTITUTO DA VISÃO DIVULGA AVANÇOS NO TRATAMENTO DO CERATOCONE

Vasta experiência cientifica prova que o tratamento é opção eficaz e duradoura para diminuir
os transplantes de córnea

O Instituto da Visão, em conjunto com o Departamento de Oftalmologia da UNIFESP,
oferece novo tratamento para ceratocone, principal causa de transplantes de córnea no Brasil e no mundo.
O método, denominado Corneal Cross Link (CXL), usa uma substancia natural chamada
riboflavina (vitamina B2) que, associada à luz ultravioleta, cria novas
ligações entre as moléculas de colágeno da córnea, aumentando sua
resistência.
 
Com ampla experiência científica, diversos artigos publicados em revistas
especializadas e um prêmio internacional sobre o tema, além de assistência a
centenas de pacientes, o Instituto da Visão e a UNIFESP oferecem suporte científico e
disseminação da técnica, através da formação de profissionais para atuarem
em outros centros.
 
O que é ceratocone
Ceratocone é uma deformação corneana não-inflamatória e indolor,
caracterizada pelo afinamento e perda de rigidez da parte central da córnea,
que fica mais abaulada (formato de cone), provocando distorção e embaçamento
das imagens, similar à provocada por altos astigmatismos. Em 90% dos casos é
bilateral. Sua origem é genética, com forte caráter hereditário. Inicia-se
geralmente na adolescência, por volta dos 13 anos de idade, evoluindo até
aproximadamente 35 a 40 anos quando, na maioria dos casos, ocorre uma
estabilização espontânea do processo.
 
Evolução e tratamento
Durante o estágio ativo da doença as mudanças podem ser rápidas.
Freqüentemente os pacientes reclamam das constantes mudanças de grau dos
seus óculos. Na maioria dos casos, 80%, o uso de óculos ou lentes de
contato gelatinosas é suficiente para garantir uma visão satisfatória para o
paciente. Entretanto, o progresso da doença é muito variável. Enquanto
alguns casos evoluem lentamente, uma minoria tem evolução rápida,
necessitando de lentes de contato rígidas ou transplante de córnea.
Mesmo com o desenvolvimento de novos procedimentos cirúrgicos para
simplificar ou fornecer mais segurança no tratamento do ceratocone, como os
implantes de anéis intra-corneanos, o transplante de córnea ainda é o
procedimento cirúrgico de escolha para a doença, apesar do risco de
complicações, como alto astigmatismo, anisometropia, rejeição, infecção,
glaucoma, catarata e doenças relacionadas à superfície ocular.
 
O CXL vem se tornando uma opção terapêutica menos agressiva e, o que é
fundamental, potencialmente capaz de controlar a progressão do ceratocone e
de deformações corneanas pós-cirúrgicas, justamente por agir no mecanismo
fisiopatológico da doença, endurecendo a córnea. No Brasil, especialmente no
Instituto da Visão, estão em andamento diversas pesquisas com excelentes resultados,
recentemente apresentados durante congressos nacionais e internacionais.
Também houve participação direta da UNIFESP no desenvolvimento do único aparelho
nacional liberado pela ANVISA para o tratamento de CXL.
 
Utilizado no mundo inteiro, com excelentes resultados -- os pacientes
tiveram sua doença estabilizada – o “Cross-Link” do colágeno corneano se
tornou a opção menos invasiva em casos de ceratocone progressivo, diminuindo a necessidade de transplantes de córnea
.


Instituto da Visão

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