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04/11/2004

Australianos inventam lentes que corrigem miopia e astigmatismo

Hoje sete em cada dez brasileiros usam óculos para se proteger do sol, para enxergar de perto ou de longe. Estima-se que já foram feitas 500 mil cirurgias refrativas no país e cerca de 16% da população, ou seja, 27 milhões de pessoas têm miopia, segundo o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). Para quem não quer fazer cirurgia, usar óculos, nem se adapta a lentes de contato, dois australianos inventaram as lentes de ortoceratologia otimizada (OOK) que corrigem miopia e astigmatismo associados ou não. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, nos míopes o globo ocular é mais comprido do que o normal, a luz que entra pela córnea forma a imagem antes da retina e faz a visão ficar borrada para o que está longe. Já no astigmatismo o formato da córnea é ovalado e quando a luz entra nos olhos se dispersa formando dois focos na retina que distorcem as imagens.  As lentes de ortoceratologia otimizada, explica, são usadas antes de dormir e fazem uma pressão sobre o epitélio, membrana externa da córnea, reorganizando as células corneanas. Este efeito da reorganização corrige a miopia e o astigmatismo, dura de 6 a 8 horas, liberando depois de duas semanas míopes e astigmáticos dos óculos ou lentes de contato comuns durante o dia. É o ideal para quem tem a córnea fina e foi impedido da cirurgia refrativa, para crianças com idade superior a oito anos que ganham mais liberdade para brincar sem riscos de acidentes oculares e para esportistas por permitir melhor desempenho das atividades, afirma.  Queiroz Neto adverte porém, que nem toda pessoa pode recorrer à ortoceratologia. Isso porque, a terapia só é indicada para quem tem menos de 5 graus de miopia ou astigmatismo menor que 1,5. Além disso, crianças com menos de 8 anos de idade, quem já passou por cirurgia refrativa, é portador de ceratocone, tem ametropia em apenas um olho, doenças na superfície ocular ou síndrome do olho seco não devem usar estas lentes.  O tratamento começa com uma topografia computadorizada que faz o mapa da córnea para que o paciente use um par de lentes provisórias até o dia seguinte quando, de acordo com a reação da superfície da córnea, são feitas as lentes definitivas. Com o tempo, pessoas que passam pela terapia de ortoceratologia otimizada podem diminuir o uso das lentes para alguns dias da semana, mas o tratamento geralmente exige acompanhamento médico em um dia, uma semana, um mês, seis meses e um ano.  Entre os riscos, Queiroz Neto, que já aplicou a terapia em alguns pacientes, destaca a intolerância e as infecções na córnea que também podem ocorrer com as lentes comuns. Por isso, quem opta pela ortoceratologia otimizada deve seguir rigorosamente as técnicas de remoção, manuseio, limpeza das lentes e estojo. Embora a correção não seja definitiva, ressalta, permite maior liberdade nas atividades do dia-a-dia, desde que o tratamento não seja interrompido.
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