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03/11/2009

Uso de laser ajuda pacientes com glaucoma na aderência ao tratamento e reduz custos

Uma nova tecnologia trazida ao Brasil pela Cerpo Oftalmologia promete ser a solução para os altos custos e efeitos colaterais que levam muitos pacientes de Glaucoma a suspender o tratamento com colírios. É a Trabeculoplastiva Seletiva a Laser (TSL), que consiste em tratar a doença por meio de laser. A TSL foi introduzida há um mês no Consenso de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto da Sociedade Brasileira de Glaucoma, ou seja, passou a ser recomendada pela instituição.

 

Assim como os colírios, a TSL reduz a pressão intra-ocular, principal causa do Glaucoma. Quando muito elevada, ela provoca lesões no nervo ótico e traz comprometimento visual e até cegueira. A diferença é que com a tecnologia a laser não existem os efeitos colaterais comuns no uso de colírios como: irritação, inflamação, escurecimento e alergia dos olhos. Além disso, muitos pacientes esquecem de usar o colírio todos os dias como é recomendado, o que prejudica o tratamento.

 

“O TSL é procedimento efetivo, seguro, não invasivo, realizado em consultório sem a necessidade de anestesia ou internação”, afirma Rodrigo Brant, chefe do Departamento de Glaucoma da Cerpo Oftalmologia.

 

Outra vantagem importante é que os custos da aplicação do TSL são muito inferiores ao do tratamento feito com colírios. Em um único olho, o uso diário de colírio representa em média gastos anuais de R$ 1.800,00. A aplicação da TSL sai por R$ 600,00 para os dois olhos, oferecendo o controle da pressão intra-ocular por um período médio de 6 a 8 meses. Após esse período, o tratamento pode ser repetido.

 

 Essa economia se torna mais relevante levando-se em conta que pacientes com glaucoma normalmente se encontram na faixa etária acima de 55 anos, onde na maioria das vezes também gastam com medicações para o controle da pressão arterial, diabetes, etc.

 

A TSL não está indicada nos casos muito avançados nem nos casos onde é necessária uma rápida redução da pressão intra-ocular pois a estabilização da mesma ocorre apenas no intervalo de 1 a 6 semanas. Também esta contra-indicada em casos de glaucomas de ângulo fechado.

 

Não é necessário nenhum preparo especial para a realização do procedimento nem repouso após o mesmo. Os pacientes podem apresentar um leve desconforto local durante e após a aplicação do laser, que normalmente é resolvido com colírios antiinflamatórios.

 

Mais sobre Glaucoma

 

No Brasil, 635 mil pessoas não sabem que têm glaucoma e 985 mil tiveram a doença diagnosticada, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (COB). O glaucoma é responsável pela maior causa de cegueira irreversível no mundo. Até 2010, 8,4 milhões de pessoas perderão a visão.

 

A doença é causada principalmente pela elevação da pressão intra-ocular que provoca lesões no nervo ótico e, como conseqüência, comprometimento visual. Se não for tratada adequadamente, pode levar à cegueira.

O Glaucoma é assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas e compromete primeiro a visão periférica. Depois, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular.
De modo geral, a doença aparece com mais freqüência a partir dos 55 anos.


Dois sinais merecem atenção: pressão intra-ocular acima da média e alterações no nervo óptico, perceptíveis no exame de fundo de olho.

 


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