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Sexta-feira, 19 Dezembro 2014

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19/03/2010

Alcoolismo e luz solar provocam a rosácea ocular

O incômodo não tem cura, mas tem controle. Aparece em forma de manchas vermelhas ou semelhantes a espinhas. As mulheres são mais suscetíveis e o sol é um vilão no combate aos surtos.

Brasília, 18/03/2010 – Pessoas de pele clara que se expõem excessivamente ao sol e dependentes alcoólicos são as vítimas preferenciais de rosácea ocular. A doença, que acomete principalmente a face, pode alcançar os olhos, provocando inflamações na pálpebra (blefarites), na episclera (episclerite), na íris (irite), na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite).

O paciente com rosácea de pele apresenta lesões na face, muito parecidas com acnes (espinhas), além de manchas avermelhadas que podem atingir os olhos. Quando alcança a região ocular, o paciente apresenta vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, ardor, embaçamento visual e prurido (secreção). “A origem da rosácea é desconhecida, mas sabe-se que a doença está relacionada a infecções bacterianas, alergias, distúrbios psicossomáticos (distúrbios físicos supostamente causados por fatores psicológicos), desordens gástricas, dietas e, principalmente, exposição excessiva ao sol e o alcoolismo”, alerta o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Mario Jampaulo.

Mulher - O especialista do HOB explica que a rosácea ocular afeta principalmente adultos, com poucos casos em adolescentes. Geralmente, a rosácea ocorre em pessoas que estão entre os 30 e 40 anos de idade, sendo que acomete mais mulheres do que homens. Nelas a doença se manifesta da forma mais branda, enquanto nos homens, o quadro costuma ser mais grave, constata.

A rosácea surge em ciclos de surtos de vermelhidão no rosto, os quais duram pouco tempo e, paulatinamente, prolongam-se até ficarem permanentes. Já a rosácea ocular surge em 50% dos casos, sendo que em 20% das ocorrências, a doença se manifesta exclusivamente nos olhos, acometendo principalmente a pálpebra, a conjuntiva e a córnea.

Diagnóstico – O oftalmologista do HOB alerta que muitos pacientes, quando não orientados, tratam apenas os sintomas da rosácea ocular. “O diagnóstico eficaz é muito importante. Há pacientes que buscam as farmácias e pedem um colírio para olho seco. Eles estão sanando a sensação, mas a doença ainda está presente”, adverte.

Jampaulo aponta pelo menos dois exames complementares para ajudar na detecção da rosácea ocular: o teste de Schirmer e o Rosa Bengala. “O primeiro, é um teste utilizado para definir se um olho produz quantidade suficiente de lágrima para mantê-lo lubrificado. Já o segundo, consiste na aplicação de um corante no olho do paciente que permite avaliar o grau de sofrimento das células superficiais da córnea e da conjuntiva pela baixa proteção da lágrima. Se há pontos secos, eles irão absorver diferentemente o corante, delimitando a área afetada!, explica o oftalmologista do HOB.

Controle – A rosácea não tem cura, mas tem controle. Suas manifestações são tratadas com antibióticos administrados por tempo prolongado. Os pacientes que apresentam o quadro de rosácea ocular devem tomar cuidados especiais com a exposição ao sol e com dietas, além de evitar bebidas alcoólicas para não provocar surtos da doença, explica Mario Jampaulo.


ATF Comunicação

  • Martha - 22/07/2013

    Diagnóstico de Rosácea Ocular

    Estive na emergência do HOB por duas vezes com todos os sintomas de rosácea ocular e nenhuma das duas médicas me diagnósticou com este problema e sim problema alergico.Meu diagnóstico foi dado por uma dermatologista. Por esse motivo me senti surpresa de um médico dai falar sobre o problema.

  • Maria - 05/06/2012

    Não é assim

    Isto é desinformação!! A rosácea não é provocada pelo alcoolismo, de todo! Nem a luz solar. Por amor de Deus.

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