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01/04/2010

Especialista internacional apresenta no Brasil tratamento para estrabismo com toxina botulínica

Descobridor da técnica, o Dr. Allan Scott mostrará benefícios do procedimento que substitui a cirurgia
 
Apresentar para os médicos brasileiros e internacionais uma alternativa não-cirúrgica para tratamento do estrabismo com uso de toxina botulínica. Este foi um dos principais objetivos da visita ao Brasil do especialista americano, Dr. Allan Scott, que nos dias 5 e 6 de março, participou do XXXIII Simpósio Internacional Moacyr Álvaro (SIMASP), em São Paulo, promovido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a Allergan.
 
 O médico é considerado um dos papas mundiais no tratamento do estrabismo e foi responsável pelo desenvolvimento do uso terapêutico de toxina botulínica em humanos. O método, bastante difundido nos Estados Unidos, também é utilizado no Brasil. Scott aproveitará o evento para mostrar os benefícios da técnica, discutir casos e capacitar a comunidade médica para identificar os pacientes que têm indicação para o tratamento. 
 
"A pessoa estrábica tem uma anomalia nos olhos, ou seja, os dois estão desalinhados e apontam para lados e direções opostas, impossibilitando a visão binocular normal. A toxina botulínica é aplicada diretamente no músculo ocular externo, proporcionando relaxamento. Além de evitar a cirurgia, o procedimento é simples, seguro, dura cerca de um minuto, é feito com anestesia local e o tempo de recuperação é curto", assinala o Dr. Allan Scott.

De acordo com levantamento do Ministério da Educação realizado com aproximadamente 44 mil pré-escolares da rede municipal de Fortaleza (CE), cerca de 20% das crianças apresentam algum tipo de alteração oftalmológica no período escolar, - entre elas o estrabismo, problema que afeta 4% da população mundial.
 
A falta de diagnóstico clínico e a dificuldade de pais e professores em identificar o problema nos primeiros meses de vida da criança podem provocar danos irreversíveis na visão e, no caso do estrabismo, transformar a cirurgia em única opção de tratamento.
 
"Até os quatro meses de idade, os olhos da criança podem apresentar desvios normais. No entanto, se o problema permanecer após este período, é importante que os pais procurem um médico", afirma o oftalmologista Dr. Tomás Scalamandre Mendonça, especialista em estrabismo da UNIFESP, e membro fundador da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica.
 
Segundo o especialista, quando o estrabismo é detectado precocemente e o tratamento iniciado cedo, as chances de correção aumentam em 70%. "A disfunção visual e a aparência causam graves problemas emocionais e sociais, como diminuição do rendimento escolar, timidez exagerada, isolamento, discriminação e limitação na escolha profissional. As pessoas estrábicas não podem exercer profissões de risco, como motorista, piloto de avião, por terem a visão distorcida", explica Mendonça.
 
Os primeiros sinais de estrabismo ou "vesgueira" aparecem na infância, mas podem também surgir na vida adulta, em conseqüência de doenças como diabetes, problemas de tireóide e derrame.

 Dr. Allan Scott
Um dos maiores oftalmologistas especializados em estrabismo, o americano Dr. Allan Scott foi pioneiro no uso de toxina botulínica para tratar a doença. Na década de 70, recebeu autorização do FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula o setor de medicamentos dos Estados Unidos, para utilizar a toxina em seres humanos, conduzindo estudos durante os anos de 1977 e 1978.
 
Ele descobriu que o produto, quando injetado, relaxava os músculos. Deduziu então que uma aplicação local - em determinados músculos - interrompia momentaneamente o movimento muscular anormal e, dessa forma, corrigia o problema. Em 1989, o FDA aprovou seu uso clínico nos Estados Unidos. É formado em Oftamologia pela Stanford University. É autor de "Pharmacologic weakening of extraocular muscles", ao lado de Rosenbaum A, Collins CC, e "Botulinum Toxin injection into extraocular muscles as an alternative to strabismus surgery".

 Anvisa
O tratamento com a toxina botulínica tipo A para estrabismo é aprovada pela ANVISA desde 1992. O tratamento é coberto pelos Planos de Saúde, de acordo com a (lei 9.656/98).


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