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20/04/2010

35º Congresso Brasileiro de Retina e Vítreo destaca os tratamentos inovadores desenvolvidos no Brasil

Acontece em São Paulo, no Transamérica Expo Center & Hotel, à Av. Nações Unidas, 18591, entre os dias 21 e 23 de Abril, 2010, o Congresso Brasileiro de Retina e Vítreo 2010, uma das sub-especialidades da oftalmologia que mais se desenvolveram em toda a medicina nos últimos anos, devido aos inúmeros tratamentos disponíveis e da grande produção de trabalhos cientificos de especialistas, com potencial para melhorar a visão de milhares de brasileiros. Coordenado por um seleto grupo de doutores da área, o evento conta com a participação confirmada dos mais renomados profissionais do Brasil e do mundo na especialidade. A previsão é de 1500 participantes.

Passamos por um momento de muitas mudanças, em que os pacientes atualmente não correm mais tanto risco de perda total da visão, como ocorria no passado, uma decorrência do extenso trabalho científico produzido no mundo e também de forma muito intensa, no Brasil, explica Dr. Michel Farah, Presidente do Congresso e Professor da UNIFESP.

O combate a cegueira é um dos destaques do Congresso, com a divulgação de números alarmantes, como 50 milhões de cegos no mundo, 1 milhão somente no Brasil. Um alerta é o aumento da incidência da DMRI (Degeneração Macular), que preocupa a comunidade oftalmológica, já que três milhões de brasileiros com mais de 50 anos são portadores da doença. Outra doença bastante prevalente no Brasil é a retinopatia diabética, a maior causa de cegueira irreversível no mundo em pessoas entre 20 e 70 anos de idade, causada pelo diabetes. O Diabetes afeta 3 até 5 % da população brasileira e quase 40% da mesma nem sabe que é diabética. Nos EUA são 10.000 a 20.000 novos cegos/ano por essa doença.

A DMRI (Degeneração Macular) é uma doença que afeta a mácula, região central da retina, sua parte mais sensível, e é responsável pela leitura, proporcionando uma visão nítida, detalhada e em cores. Quando a mácula não funciona de maneira correta, ocorre embaçamento, distorção ou escuridão no centro da visão. A Degeneração Macular afeta tanto a visão de longe quanto a de perto e pode dificultar ou impedir muitas atividades do dia-a-dia e a autoconfiança dos pacientes.

«No Brasil, anualmente, são 60 mil novos casos. A principal causa é que a população passa por um processo social e demográfico de envelhecimento», alerta Dr. Maurício Maia, membro da Comissão Organizadora do Congresso. «20% dos idosos vivem sozinhos e a doença deve impactar de maneira bastante negativa a independência desse segmento da sociedade», completa.

Segundo Dr Maurício Maia, um dos membros da Comissão Organizadora do evento, O XXXV Congresso da Socidedada Brasileira de Retina e Vitreo terá como tema principal: Controvérsias em Retina e Vítreo. O tema é muito pertinente pois a sub-especialidade da oftalmologia é nova no mundo e, em especial, em nosso país.

Passamos por um momento atual que muitas mudança aconteceram na sub-especialidade e que muitos pacientes atualmente não apresentam perda total da visão como muitas vezes ocorria no passado. Porém, devido aos inúmeros tratamentos consequentes aos investimentos de empresas e trabalho centífico intenso nessa interessante sub-especialidade da oftalmologia, muitos tratamentos novos estão disponiveis com o potencial de melhora da visao de milhares de Brasileiros e dúvidas frequentes sobre a melhor terapia para cada doença específica são comuns.

O Dr Walter Takahashi, presidente da Comissão Científica do evento, explica que, nesse sentido o XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vitreo inova seu formato, através de um Congresso de conhecimento avançado com ênfase nos pontos mais importantes e atuais da sub-especialidade que tem se modernizado de forma importante, o que gera naturalmente controvérsias sobre a melhor forma de tratamento dessas doença que têm o potencial de evoluirem para a cegueira do indivíduo

DESTAQUES

NOVO Tratamento off label (fora da bula) – medicamento desenvolvido para o tratamento de metástase de câncer, acabou por se revelar eficiente também na DMRI e retinopatia diabética grave, quando aplicados em doses pequenas, que evita milhares de cegos em nosso país. Está sendo utilizado pelo SUS no Brasil. (Dr. Philip Rosenfeld especialista que desenvolveu a técnica do uso intravitreo da droga - Avastin, estará presente no evento). Isso não é raro na medicina, Por exemplo, o Botox (toxina botulínica) também foi criado para utilização em dermatologia, mas descobriu-se no decorrer do tempo, sua excelente utilização para o tratamento do estrabismo.

NOVO CORANTE PARA CIRURGIA EXTRAIDO DO AÇAÍ - O Brasil descobriu e patenteou uma solução muito criativa que facilita a delicada cirurgia da retina, com o uso de corantes extraidos do AÇAÍ (antocianina). Solução barata e com pouco potencial de toxicidade, muito eficaz em teste. Atualmente os corantes disponíveis são caros. O uso em humanos está sendo iniciado

TERAPIAS GENÉTICAS E USO DE CÉLULAS TRONCO - o estado atual de terapias futuras para se tentar reverter casos de cegueiras irreversíveis. Uso de microchipe de retina. O Brasil tem se envolvido em todos esses tópicos com importantes contribuições.

NOVO Laser Pascal, o laser que não dói - usado para tratar a retinopatia diabética, doença que atinge entre 10% e 20% das pessoas com diabetes. Esse laser substitui o antigo Argônio que, além de ser mais dolorido, necessitava de várias aplicações para estabilizar o problema e evitar a cegueira. Com o Pascal, o número de aplicações diminuiu até 2 aplicações, é indolor e diminuiu o tempo do procedimento em 5 a 10 vezes de 10 minutos para apenas 1 minuto. A Unifesp é o único lugar no país a disponibilizar o laser para atender a população usuária do SUS.

DIVULGAÇÃO DE PESQUISA INÉDITA:

Um estudo realizado em São Paulo, em junho de 2008, pela OMS, em três distritos de baixa renda a média renda da zona de leste de SP (Ermelino Matarazzo, São Miguel e Vila Jacuí), compreendendo uma população geral de 22 mil habitantes, com 4200 adultos, com mais de 50 anos, em 6,6 mil domicílios, investigou a prevalência e causas da deficiência visual nessa população. Após a realização dos exames em 3678 pessoas (87% que realizaram os exames) constatou-se que problemas de retina atingiram 35%, catarata, 28%, e são os problemas mais comuns que causam a perda da visão. As doenças da retina, quando agrupadas, são responsáveis pelo maior numero de casos de cegueira bilateral ou unilateral nessa população. Com base nesta pesquisa, também constatou-se que, depois da prescrição de óculos adequados, a prevalência de cegueira diminuiu de 1,5% para 1%, e a  prevalência de deficiência visual de 4,7% para 2%. O estudo reflete com fidelidade o estado de saúde ocular de regiões metropolitanas do país de baixa e média renda.


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