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24/04/2010

Congresso Brasileiro de Retina e Vítreo termina provando que o Brasil é um dos países que mais traz inovações na área

Foram mais de 1500 participantes, durante os 3 dias de conferências do Congresso Brasileiro de Retina e Vítreo 2010, no Transamérica Expo Center & Hotel, em São Paulo. “O Brasil se firmou, mais uma vez, como um centro de excelência em retina, no mundo, uma sub-especialidade da oftalmologia que mais tem se desenvolvido, em toda a medicina nos últimos anos”, reforça Dr. Michel Farah, Presidente do Congresso e Professor de Oftalmologia da UNIFESP. “São inúmeros os tratamentos disponíveis, e grande a produção de trabalhos científicos de especialistas Brasileiros, comprovados durante o Congresso, e que melhoram a visão de milhares de brasileiros”, ressalta.

Coordenado por um seleto grupo de doutores da área, o evento contou com a participação de renomados profissionais do Brasil e do mundo na especialidade, entre eles o Dr. Philip Rosenfeld, especialista Norte-Americano que desenvolveu a técnica do uso intra-vítreo da droga Avastin (para câncer), no tratamento da DMRI e Retinopatia Diabética grave. O uso do produto, em doses ínfimas, comprovou ser uma forma eficiente e barata de evitar milhares de cegos no País. «No Brasil, anualmente, são 60 mil novos casos de DMRI, após os 50 anos. “A principal causa é que a população passa por um processo social e demográfico de envelhecimento e necessita cuidados”, alerta Dr. Maurício Maia, membro da Comissão Organizadora do Congresso.

Outro assunto abordado durante o evento foi à mudança de perfil das causas de cegueira no Brasil, nos últimos anos, tornando-se mais próxima aos países desenvolvidos. A diminuição de cegueira pela catarata, pelo aumento das cirurgias e crescimento das doenças da retina, pela idade, aproxima o Brasil do perfil de cegueira de países como os EUA, Inglaterra, França, entre outros. O Dr. Paulo Henrique Morales, Coordenador da Unidade do Instituto da Visão, da UNIFESP Zona Leste, que trabalhou em uma pesquisa realizada na Zona Leste de São Paulo e apresentada em 2009, em parceria com a OMS, divulgou durante o Congresso que a pesquisadora se encontrava naquele momento apresentando os resultados do estudo para OMS, em Genebra.

Terapias genéticas, um avanço, agora no Brasil

Um dos assuntos mais comentados e que mais chamaram a atenção dos participantes, foi o Mapeamento Genético para problemas oftalmológicos de grande prevalência com o DMRI (3 milhões de Brasileiros com mais de 50 anos são portadores da doença, 60 mil novos casos por ano), agora disponível no Brasil. Nestes casos, a análise de variações genéticas pode predispor ao aparecimento da doença na terceira idade, um grande avanço para o País.

Através de várias técnicas de biologia molecular, como sequenciamento genético e chip de DNA é possível analisar mutações em indivíduos portadores de doenças genéticas degenerativas da retina, como a DMRI (Degeneração macular), a retinose pigmentar (1 a cada 4000), a doença de Stargardt, Amaurose Congênita de Leber, entre outras.

A análise é iniciada por uma consulta de aconselhamento genético, que estabelece o diagnóstico do individuo e da família sobre o risco de desenvolver doenças genéticas oculares, presentes na família. “Primeiro fazemos um exame de sangue para extrair o DNA dos linfócitos periféricos e um mapa genealógico da família é construído”, explica a Dra. Juliana Sallum, Oftalmologista e geneticista, Professora afiliada da UNIFESP. “Em seguida, buscamos entender como a doença é transmitida de geração para geração e aí são listados os principais genes possíveis de estarem envolvidos no aparecimento da doença na família, para depois optar pelo melhor método de biologia celular para identificar uma mutação nos genes”, completa.

O teste por enquanto não está disponível na rede pública, somente no Instituto de Genética Ocular, que já atendeu a cerca de 100 famílias. O aconselhamento genético já vem sendo feito há muito tempo, mas a o teste de diagnóstico genético precoce é inovador no Brasil.


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  • Maria da Conceição Coelho Ribas - 28/06/2013

    informação

    Tenho 46 anos de idade e à 10 anos foi diagnosticado Lúpus Eritematoso Sistemico e estou com comprometimento na visão ou seja,já perdi a visão periférica.Minha visão é tubular e bem reduzida.Alguns médicos dizem que é Retinose Pigmentar e outros dizem que é do Lúpus.Gostaria que me orientasse que devo fazer para ter um dianóstico definitivo.Aguardo um retorno imediato.Conceiçao Coelho(da Bahia)

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