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28/05/2010

Mutirão da Catarata atrai mais de 1,2 mil pessoas

Mais de 1,2 mil pessoas, entre idosos e acompanhantes, compareceram no Mutirão da Catarata realizado pelo Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Universidade Federal do Pará (UFPA), na manhã do último sábado, dia 22, no hospital. Durante a ação, 600 idosos foram avaliados.
Desses, 288 não tinham catarata e 312 poderiam ter. Foi o que constatou a biomicroscopia, exame que triou quem poderia ter ou não a doença. Mas para confirmar, de fato, se os 312 idosos tinham catarata ou outra patologia, a equipe médica do hospital realizou o exame de mapeamento de retina. Resultado: 199 pessoas estavam com catarata e 113 apresentavam outras doenças da visão.

A mestra em Enfermagem, Cristina Mitiko, da equipe de coordenação do mutirão, explica que as pessoas que tiveram o diagnóstico da catarata confirmado já contam com seus exames pré-operatórios agendados para maio e junho deste ano. Elas foram orientadas, ainda, quanto à realização da cirurgia. O coordenador da ação, o oftalmologista e cirurgião clínico do HUBFS, Frederico Lobato, afirma que as cirurgias acontecerão ainda este ano no Hospital Bettina.

A enfermeira aposentada, Regina Monte, 83 anos, que mora no Umarizal, foi uma das pessoas atendidas no mutirão. "Há cinco anos soube que tinha catarata e não me preocupei em tratar logo da doença. Mas soube que esse mutirão não exigia encaminhamento pelo SUS. Resolvi, então, participar da triagem da doença. Agora, que venci essa etapa vou me preparar para submeter-me à cirurgia, pois quero recuperar a visão e continuar minhas atividades como costurar e ler. Além disso, me sinto mais segura em realizar a cirurgia nesse hospital, porque um médico amigo da minha família me contou que o Bettina tem uma das melhores equipes médicas para tratar da visão", relata Regina.

O Mutirão da Catarata fez parte da comemoração em homenagem ao Dia do Oftalmologista, ocorrido em 7 de maio, e "quem não foi encaminhado para a cirurgia no mutirão deve procurar atendimento de rotina no Sistema Único de Saúde (SUS) para buscar tratamento das demais patologias", aconselha a enfermeira Cristina Mitiko. A triagem no Hospital Bettina selecionou somente pessoas acima de 60 anos e que nunca operaram de catarata e não envolveu prescrição de óculos ou diagnóstico e tratamento de outras doenças oculares.

Para acompanhar os usuários durante as fases pré e pós-operatórias, o hospital "possui equipe multiprofissional experiente e métodos modernos como a utilização do aparelho de facoemulsificação", garante o médico. Ele destaca que o único tratamento para catarata é o cirúrgico. "A cirurgia é segura, rápida e feita sob anestesia local", isto é, substituir o cristalino danificado por uma lente artificial que recuperará a função perdida. "Os resultados são animadores e a recuperação, rápida", completa Frederico.

No Bettina os procedimentos da cirurgia acontecem no ambulatório e não requerem internação dos pacientes, que ficam em observação no Hospital Dia, dentro do próprio Hospital Bettina, e voltam para casa algum tempo depois da cirurgia. Um pouco mais tarde, eles retornam para acompanhamento médico.

Atendimento - Neste ano, entre os meses de janeiro a abril, o Hospital Bettina já realizou um total de mais de 1,4 mil procedimentos cirúrgicos em oftalmologia. Desses, 237 foram de catarata. Já em 2009, o total foi mais de 3,7 mil procedimentos, sendo 530 deles de catarata. Ainda este ano, de janeiro a abril, mais de 38 mil pessoas já realizaram consultas (médicas e não médicas) no hospital. Em 2009, foram mais de 100 mil consultas.

Catarata
A catarata atinge quase metade da população mundial acima de 65 anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no mundo há 160 milhões de pessoas com a doença. Ainda segundo a OMS, no Brasil, são cerca de 2 milhões de portadores de catarata e 120 mil novos casos a cada ano. A doença é confundida por muitas pessoas com o pterígio, conhecido popularmente como "carne crescida". Mas a catarata é uma lesão ocular que atinge e torna opaco o cristalino (lente situada atrás da íris cuja transparência permite que os raios de luz o atravessem e alcancem a retina para formar a imagem).
No início da lesão, a pessoa vê como se estivesse com a lente dos óculos embaçada ou com uma névoa diante dos olhos. Com a evolução do quadro, porém, passa a enxergar apenas vultos, o que compromete a visão. "A catarata é inevitável, pois é um processo natural de envelhecimento. Algumas doenças oculares aceleram a progressão da catarata e esta pode deixar a visão tão embaçada que pode causar a cegueira funcional. Por isso, é importante a pessoa fazer consulta com especialista pelo menos uma vez ao ano", aconselha o médico Frederico Lobato.
Diário do Pará

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