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11/09/2005

Surto de conjuntivite em Belo Horizonte

        O surto de conjuntivite sacrifica a vida de adultos e crianças nesta época do ano. Mesmo durante o fim de semana, os serviços de saúde de urgência recebem um grande fluxo de pacientes em busca de tratamento. Na Clínica de Olhos da Santa Casa - um dos maiores centros de oftalmologia do Estado -, são atendidos oito pacientes por hora, a maioria com sintomas de conjuntivite. A média é de 70 casos por dia. O Centro Geral de Pediatria (CGP) também atende crianças com a doença.
        Embora prefira não vincular o aumento de casos às condições climáticas, o chefe de plantão da Clínica de Olhos da Santa Casa, Guilherme Mourão, admite que os casos de conjuntivite normalmente crescem nesta época do ano. "O inverno deste ano não foi muito frio, mas sabemos que aumenta a transmissão de doenças viróticas em períodos de baixas temperaturas. Nesta época, há maior concentração de pessoas em ambientes fechados", analisa.
        Para evitar problemas de saúde, compartilhar colírios é proibido. Usar receitas caseiras também pode trazer graves danos à visão, às vezes até irreversíveis. "A única recomendação a todos é para usar compressas de água fria e limpar os olhos com soro fisiológico. Leite materno, chá de camomila, arruda e limão podem causar infecções corneanas e bacterianas, além de queimaduras", alerta o oftalmologista.
        No tratamento da conjuntivite podem ser usados colírios com antibióticos, antialérgicos, vasos-constritores e anti-histamínicos, que servem para reduzir a coceira. Após sofrer durante uma semana, o leiturista da Cemig Júlio César do Porto procurou tratamento. Em sua casa, a doença atingiu primeiro o filho Bernardo, de 8 meses. "Ele ficou com o olhinho inchado e vermelho", conta. "Depois foi minha mulher, e agora sou eu. Tenho que forçar a vista para fazer a leitura do consumo de energia e a cabeça chega a doer, além de sentir que o olho arde e parece que está cheio de areia."
        Segundo Guilherme Mourão, geralmente a doença começa em crianças e tem evolução benigna. A inflamação e quantidade de secreção são menores. Na casa da vendedora Cláudia Aparecida Lopes, a doença começou com o pequeno João Vítor Lopes e não perdoou seu irmão gêmeo Samuel, de 3 anos. "Eles não foram à creche nesta semana porque havia meninos com conjuntivite, mas não adiantou. O João Vítor já sarou. A hora pior é quando Samuel acorda, pois seu olho fica muito inchado e tem uma secreção com mau cheiro. Vim do bairro São Benedito, em Santa Luzia, e vou esperar porque tenho medo de complicar e comprometer a visão dele", conta a mãe, Cláudia Aparecida Lopes


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