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30/06/2010

Cultivo de célula-tronco pode melhorar com associação de técnicas

Associação do cultivo de célula-tronco em fibrina com técnica que utiliza membrana amniótica pode resultar na maior recuperação de queimaduras oculares profundas

A nova técnica, anunciada pelo Centro de Medicina Regenerativa Stefano Ferrari (Itália), para tratar queimaduras oculares a partir do cultivo em fibrina de célula-tronco do limbo (região entre a córnea e esclera – parte branca do olho), pode aumentar a recuperação da visão, se for associada ao procedimento feito com membrana amniótica, parte interna da placenta. Esta é a expectativa do oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, um dos pioneiros no Brasil a realizar cirurgia com membrana amniótica no tratamento de queimaduras oculares. "A fibrina é uma proteína do sangue, com propriedade cicatrizante, que faz uma limpeza de áreas ulceradas, mas não contém células que se diferenciam para construir os tecidos da superfície ocular, como acontece com a membrana amniótica", afirma. Por isso, o uso da fibrina exige o cultivo de células do limbo em todos os procedimentos, independente da profundidade da lesão. A experiência do especialista mostra que é possível recuperar queimaduras superficiais só com o implante de membrana amniótica. Já nas lesões mais profundas é necessário associar o transplante de limbo. Isso porque, embora a membrana amniótica seja uma importante fonte de célula-tronco, não tem capacidade de reconstruir todas as células oculares. Resultado - O sucesso do tratamento se restringe a 7 em cada 10 queimaduras, contra 77% da técnica desenvolvida com fibrina. A maioria das lesões por queimadura ocorre pelo do contato do olho com produtos alcalinos - soda cáustica, cal e amônia – que prevalecem nos acidentes industriais. Estas substâncias, explica, penetram muito rápido no olho e provocam lesões profundas. "O novo conhecimento pode ser somado ao tratamento com membrana amniótica para recuperarmos um maior número das células danificadas", afirma.
O especialista destaca que a membrana amniótica também é usada na reconstrução de pálpebras, para eliminar inflamação após remoção cirúrgica de pterígio e tumores, no tratamento de ceratoconjuntivite, perifigóide (doença auto-imune que ataca a mucosa dos olhos), e nos casos de uma alergia ocular conhecida como Stevens-Johnson que pode causar cicatrizes na córnea.

Prós e contras do tratamento com célula tronco:

- Elimina o risco de rejeição que pode ocorrer no transplante de córnea
- Menor uso de medicamentos após a cirurgia
- Recuperação lenta
- Ainda não restitui a visão em casos de queimaduras muito profundas

Acidentes de trabalho no Brasil em números:

- Três acidentes por minuto (Ministério da Previdência)
- 400 mil acidentes/ano em São Paulo (Secretaria de Saúde do Estado)
- Um em cada 10 atinge os olhos – CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia)
- Entre 7% e 10% são queimaduras oculares
LDC Comunicação

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