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16/07/2010

Salvador no combate ao Glaucoma

Cerca de 40 médicos estão atendendo no mutirão de combate ao Glaucoma, doença silenciosa que atinge o nervo óptico, não tem cura, mas pode ser controlada e acomete principalmente a população negra acima de 40 anos de idade. Numa ação que visa detectar precocemente a doença, a Sociedade de Oftalmologia da Bahia mobilizou 40 médicos de quatro unidades hospitalares de Salvador para atender a população gratuitamente. A 7ª Edição da campanha “Salvador Contra o Glaucoma” está sendo realizada desde ontem no Largo do Bonfim, em frente à Igreja Nosso Senhor do Bonfim e pretende atender até hoje duas mil pessoas.

Não existe uma relação causal entre um determinado valor de pressão intraocular e o surgimento da doença, mas os médicos oftalmologistas afirmam que a pressão intraocular elevada é um fator de risco de relevância para o desenvolvimento do glaucoma, considerado a segunda principal causa de cegueira no mundo, a primeira é a catarata.

Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Bruno Castelo Branco, o mutirão tem como objetivo fazer um diagnóstico precoce e encaminhar o paciente, no caso de suspeita, a fazer exames mais detalhados.

“Cerca de 15% das pessoas que são examinadas são encaminhadas para fazer exames complementares. Os pacientes recebem toda orientação necessária para ter um acompanhamento de um especialista”, disse o oftalmologista.

Segundo o médico, procurar um oftalmologista pelo menos uma vez por ano é um cuidado que toda a população deve ter, principalmente se houver histórico da doença na família. Seguindo a orientação de um especialista, a aposentada Alzira de Oliveira, de 64 anos, não perde a chance e há seis anos vai ao mutirão para fazer o exame, além de anualmente fazer consulta ao seu médico particular. “Todo ano eu recebo parabéns aqui nessa campanha, tenho todos os comprovantes”, contou sorrindo a aposentada.

Já o fotógrafo, também aposentado, Manoel Guimarães, 63 anos, quando percebeu que estava com algum problema nas vistas procurou um médico e foi detectado que já estava com a visão esquerda bastante comprometida. “Hoje já estou com a visão direita com 20% de comprometimento e uso diariamente um colírio. Não notei logo que estava com problemas na visão, por também revelar fotos achava que era a luz muito forte, mas já era a doença”, declarou.

A segunda maior causa de cegueira do mundo

Segunda principal causa de cegueira no mundo, o glaucoma está no topo da lista quando se trata da população negra e parda, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem mais tendência de desenvolver a doença. “Em uma cidade onde mais de 70% da população é formada por negros e pardos, campanhas dessa natureza são essenciais. Limitamos o atendimento a pessoas com mais de 45 anos pelo fato de a incidência ser maior a partir dessa idade, além de não termos estrutura para atender a todos. Mas fica o alerta para a população sobre a importância da prevenção”, orienta Dr. Bruno Castelo Branco, Presidente da Sociedade de Oftalmologia da Bahia (SOFBA), organizadora do evento.

Segundo o médico, no que se que refere ao glaucoma, além dos afro-descendentes, devem consultar um oftalmologista, pelo menos uma vez ao ano, pessoas que apresentem uma ou mais das seguintes características: ter mais de 45 anos, já ter constatado pressão ocular elevada, ter caso de glaucoma na família, diabetes, miopia, histórico de lesão nos olhos ou que façam uso prolongado e continuo de esteróides/cortisona.  

Frequentemente chamado de “inimigo oculto”, o glaucoma atinge mais 1 milhão de brasileiros. Trata-se de uma doença isolada multifatorial, que envolve danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. A doença não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode evitar a perda da visão. Na maioria dos casos, um tratamento à base de colírios pode ser o suficiente para manter a enfermidade sobre controle. Mas medicamentos orais e intervenções cirúrgicas também podem ser necessários. “O tratamento requer uma rígida disciplina para funcionar. Muitos pacientes se esquecem de pingar o colírio ou não respeitam os horários de aplicação do medicamento, já que a doença é assintomática”, alerta Dra. Fabíola Mansur.

No passado, a pressão intra-ocular era controlada basicamente com o uso de colírios que apresentavam alguns efeitos colaterais sistêmicos e exigiam de duas a três aplicações por dia. 
Tribuna da Bahia

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