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02/09/2010

Ar seco aumenta doenças oculares

Maior ressecamento da lágrima predispõe à alergia, conjuntivite e pode causar cicatrizes na córnea. Usar soro fisiológico agrava o problema

A baixa umidade do ar está lotando os consultórios de pacientes com olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e visão borrada. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, 2 em cada 10 pacientes atendidos nas últimas semanas apresentam estes sintomas. É a síndrome do olho seco decorrente da maior evaporação da camada aquosa do filme lacrimal, explica.
Mulheres na menopausa, idosos, quem trabalha muitas horas no computador, portadores de doenças auto-imunes, usuários de lente de contato ou alguns medicamentos (antialérgico, antidepressivo, diurético, entre outros) são mais propensos à síndrome.
O especialista diz que sem tratamento logo no início do desconforto, a disfunção predispõe à alergia e conjuntivite. Isso porque, a lágrima tem a função de proteger os olhos das agressões ambientais. Um erro comum cometido pela população é pingar soro fisiológico nos olhos para diminuir o ressecamento. “O sal do soro aumenta a irritação. Além disso, a solução não contém conservante e depois de aberta se transforma em campo fértil para o crescimento de bactérias e fungos que contaminam a córnea e conjuntiva”, afirma.

Dicas de prevenção
As dicas do médico para prevenir o ressecamento da lágrima são:


· Beber água com frequência.

· Incluir na alimentação frutas verduras e legumes ricos em vitamina A e E.

· Colocar vasilhas com água nos ambientes.

· Suplementação de ômega 3 encontrado em nozes, semente de linhaça, salmão e sardinha.

· Evitar ambientes com ar condicionado.

· Manter os ambientes livres de poeira.

· Desviar os olhos da tela do monitor por 5 a 10 minutos a cada hora.

· Piscar voluntariamente quando usar o computador.

· Proteger os olhos com óculos apropriados nas atividades externas.


Automedicação é perigosa
Queiroz Neto alerta que nenhum colírio deve ser usado sem acompanhamento médico para evitar complicações. Os sintomas do olho seco são muito parecidos com os da alergia ocular e conjuntivite, comenta.  Já os tratamentos, são bastante diferentes e em alguns casos as doenças ocorrem simultaneamente. “Usar colírio antibiótico indicado para conjuntivite bacteriana em olhos com alergia piora o processo alérgico que está relacionado à queda da imunidade”, exemplifica. O especialista diz que o melhor tratamento para olho seco é a lágrima artificial associada à suplementação de Ômega 3. Em estágio intermediário, explica,  pode ocorre a inflamação da glândula lacrimal e o tratamento é feito com colírio à base de ciclosporina por um período de seis meses. Nos mais avançados o ponto lacrimal é cauterizado para manter a lágrima nos olhos.
A doença só não é grave em estágio inicial. Por isso, a recomendação do médico é procurar um oftalmologista nos primeiros sintomas de desconforto. Isso porque a falta de tratamento adequado pode causar cicatrizes na córnea e comprometer severamente a visão.

LDC Comunicação

Maior ressecamento da lágrima predispõe à alergia, conjuntivite e pode causar cicatrizes na córnea. Usar soro fisiológico agrava o problema

A baixa umidade do ar está lotando os consultórios de pacientes com olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e visão borrada. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, 2 em cada 10 pacientes atendidos nas últimas semanas apresentam estes sintomas. É a síndrome do olho seco decorrente da maior evaporação da camada aquosa do filme lacrimal, explica.
Mulheres na menopausa, idosos, quem trabalha muitas horas no computador, portadores de doenças auto-imunes, usuários de lente de contato ou alguns medicamentos (antialérgico, antidepressivo, diurético, entre outros) são mais propensos à síndrome.
O especialista diz que sem tratamento logo no início do desconforto, a disfunção predispõe à alergia e conjuntivite. Isso porque, a lágrima tem a função de proteger os olhos das agressões ambientais. Um erro comum cometido pela população é pingar soro fisiológico nos olhos para diminuir o ressecamento. “O sal do soro aumenta a irritação. Além disso, a solução não contém conservante e depois de aberta se transforma em campo fértil para o crescimento de bactérias e fungos que contaminam a córnea e conjuntiva”, afirma.

Dicas de prevenção
As dicas do médico para prevenir o ressecamento da lágrima são:


· Beber água com frequência.

· Incluir na alimentação frutas verduras e legumes ricos em vitamina A e E.

· Colocar vasilhas com água nos ambientes.

· Suplementação de ômega 3 encontrado em nozes, semente de linhaça, salmão e sardinha.

· Evitar ambientes com ar condicionado.

· Manter os ambientes livres de poeira.

· Desviar os olhos da tela do monitor por 5 a 10 minutos a cada hora.

· Piscar voluntariamente quando usar o computador.

· Proteger os olhos com óculos apropriados nas atividades externas.


Automedicação é perigosa
Queiroz Neto alerta que nenhum colírio deve ser usado sem acompanhamento médico para evitar complicações. Os sintomas do olho seco são muito parecidos com os da alergia ocular e conjuntivite, comenta.  Já os tratamentos, são bastante diferentes e em alguns casos as doenças ocorrem simultaneamente. “Usar colírio antibiótico indicado para conjuntivite bacteriana em olhos com alergia piora o processo alérgico que está relacionado à queda da imunidade”, exemplifica. O especialista diz que o melhor tratamento para olho seco é a lágrima artificial associada à suplementação de Ômega 3. Em estágio intermediário, explica,  pode ocorre a inflamação da glândula lacrimal e o tratamento é feito com colírio à base de ciclosporina por um período de seis meses. Nos mais avançados o ponto lacrimal é cauterizado para manter a lágrima nos olhos.
A doença só não é grave em estágio inicial. Por isso, a recomendação do médico é procurar um oftalmologista nos primeiros sintomas de desconforto. Isso porque a falta de tratamento adequado pode causar cicatrizes na córnea e comprometer severamente a visão.
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