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09/09/2010

Dia Mundial da Visão: 14 de outubro

No próximo dia 14 de outubro será comemorado o Dia Mundial da Visão, que, em 2010, destacará a contagem regressiva para 2020, data limite para eliminar a cegueira por causas evitáveis do mundo. Na agenda de eventos que celebram a data será divulgado o relatório Visão Mundial: os 10 primeiros anos, onde estão compilados todos os esforços mundiais para a eliminação da cegueira evitável e da deficiência visual.

Instituída em 2000, a data é uma das ações do Programa 2020: O Direito à Visão. A iniciativa é coordenada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB - International Agency for Prevention of Blindness), e conta com o apoio de entidades internacionais, instituições de atenção oftalmológica, organizações não governamentais (ONGs) e oftalmologistas, em todo o mundo.

As entidades sugerem como temas centrais para reflexão, em 2010, quatro questões centrais:

• 4% da população mundial é cega ou tem problemas de visão;
• Imagine se não tivesse que ser assim, pois 80% das causas de cegueira são evitáveis;
• Imagine se agonia de quem sofre com tracoma e oncocercose pudesse ser evitada;
• Imagine como o acesso ao atendimento oftalmológico apropriado poderia transformar a vida de 153 milhões de pessoas em todo o mundo.

80% das causas de cegueira mundial são evitáveis

Embora existam muitas causas para o aparecimento das deficiências visuais e da cegueira, o Programa 2020: O Direito à Visão foca suas ações mundiais em nove frentes:
• Tratamento da catarata;
• Tratamento dos vícios de refração;
• Fim do tracoma;
• Prevenção da cegueira na infância;
• Prevenção da baixa visão;
• Fim da oncocercose;
• Prevenção, tratamento e controle do glaucoma;
• Prevenção, tratamento e controle da retinopatia diabética;
• Prevenção, tratamento e controle da degeneração macular relacionada à idade.

Panorama mundial da catarata

Segundo dados do VISION 2020 Action Plan 2006-2010:
• Estima-se que quase 18 milhões de pessoas ficam cegas devido à catarata, o que representa, globalmente, 48% da cegueira mundial, quase metade de todas as causas de cegueira devido a doenças oculares;
• A proporção de cegueira causada pela catarata é de 5% na Europa Ocidental, América do Norte e nos países mais ricos. Já na Região do Pacífico Ocidental e mais nas regiões mais pobres do planeta, este índice sobre para 50%;
• O principal fator de risco não-modificável para o aparecimento da catarata é o envelhecimento;
• A cegueira e as deficiências visuais provocadas pela catarata ocorrem mais freqüentemente em países em desenvolvimento. As mulheres constituem o maior grupo de risco da doença, pois os homens são menos propensos à moléstia e elas têm menos acesso aos serviços de saúde;
• As principais limitações para o combate à doença catarata, no mundo, são a falta de recursos e de vontade política para encarar a catarata como um problema de saúde pública global. Em muitos distritos rurais pobres, há uma falta dramática de serviços oftalmológicos e, mesmo quando eles estão disponíveis, sua qualidade nem sempre é satisfatória;
• No entanto, modelos de serviço de catarata de alta qualidade e baixo custo começam a ser implantados em vários países, mas a sua aceitação em países de baixa renda é lenta, devido às condições locais de cada país;
• As principais barreiras para a implantação da cirurgia de catarata em comunidades pobres são a falta de conhecimento, a má qualidade do serviço, o custo elevado do tratamento e o acesso limitado.

Catarata no Brasil

Que cegueira e pobreza andam junto, o Brasil já sabe. Um estudo feito pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) reflete bem esta realidade: 90% das pessoas atingidas pela cegueira no país são de baixa renda. Do total de 1,1 milhão de cegos existentes, hoje, no Brasil, a grande maioria, está na população mais pobre. “Ainda, segundo o CBO, as duas principais causas de cegueira evitável ou curável na América Latina, em geral, e no Brasil, em particular, são: a catarata e a falta de óculos”, destaca o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Segundo a pesquisa da entidade, por falta de informação e de acesso à medicina e à tecnologia, a região brasileira que apresenta o maior número de pessoas com catarata é a Nordeste. “O maior problema da associação de falta de recursos e pobreza é a desinformação. As pessoas não sabem que existem doenças que provocam cegueira irreversível, que podem ser tratadas”, destaca Centurion.

“Constantemente, têm sido apontadas dificuldades enfrentadas por portadores de catarata para submeterem-se à intervenção cirúrgica: falta de acesso ao sistema de saúde, limitações socioeconômicas, além de medo, falta de confiança e insegurança quanto aos resultados da cirurgia”, destaca Virgilio Centurion, que é membro da membro da ALACCSA, Associação Latino-Americana de Cirurgiões de Córnea, Catarata e Cirurgias Refrativas.

A catarata é um importante problema de saúde pública, que exige programas de prevenção, assistência e educação em saúde para o controle da doença. “As dificuldades visuais tendem a interferir nas relações com o mundo externo, dando origem a problemas psíquicos, sociais, econômicos, que implicam em perda da auto-estima, de status, em restrições ocupacionais e em conseqüente diminuição de renda o que, para a sociedade, é perda de força de trabalho”, diz Centurion.

A maneira como as pessoas reagem à enfermidade depende de sua personalidade, crenças, valores, ideologias, história de vida, apoio recebido e do tempo de doença. “As concepções populares acerca da doença e suas conseqüências são fatores que interferem na busca da assistência oftalmológica. Neste sentido, profissionais da área oftalmológica têm realizado campanhas e mutirões, no intuito de atender essa demanda populacional. Mas, devido à magnitude do problema, é muito importante uma maior sintonia entre os profissionais de saúde e as autoridades governamentais”, conclui o director do IMO.
JorNow

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