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08/12/2010

Óticas que agem de forma ilegal podem ser fiscalizadas pela Vigilância Sanitária

Em algumas óticas de Cuiabá não se compra apenas óculos e lentes, estes estabelecimentos também oferecem consultas e indicam profissionais para atender os clientes, nossos repórteres mostram como é este atendimento.

Rua cândido Mariano, em Cuiabá, região onde estão localizadas algumas das principais óticas da cidade. Estes estabelecimentos não vendem apenas óculos, armações, lentes. 
Eles oferecem atendimento.

"A gente já faz a consulta e não cobra a consulta, porque é fechado comigo aqui", diz o vendedor.

As óticas também indicam oftalmologistas, é o que deixa claro um vendedor de outra ótica. Ele conta que o oftalmologista em um consultório fora da ótica e se ele levar o cliente até lá, a consulta sai mais em conta. A ofertas também são feitas por telefone. Uma ótica disse a uma produtora de jornalismo da TV Centro América, que tem um profissional que verifica o problema de visão.

A equipe de reportagem foi até a ótica e a denúncia foi confirmada. Após pagar R$ 30 para a vendedora, ela levou o produtor da reportagem até um consultório e quem dá o atendimento é um optometrista. Após um exame, o diagnóstico. O cliente levado pela funcionária da ótica vai precisar usar óculos.

O optometrista que avaliou o produtor da reportagem da TV Centro América, é um técnico que faz as lentes. De acordo com a receita, com oritentações do oftalmologista. Mas em algumas óticas de Cuiabá, esta não é a única tarefa do optometrista. "Ele é chamado de oculista bacharel".

"O exame de oftalmologia não é apenas ir fazer um óculos. Ele pode até ter um problema neurológico, pode ter um tumor cerebral, e isso ser diagnosticado através dos olhos", disse Maria Regina Vieira, vice presidente da Associação de Oftalmologistas de Mato Grosso.

Denúncias como estas também são feitas ao Conselho Regional de Medicina. O presidente da entidade condenou a conduta adotada por algumas óticas de Cuiabá.

"Isso caracteriza exercício ilegal da medicina, previsto no Código Penal Brasileiro. Se ficar bem provado que o médico tem alguma participação nisso, que ele ofereceu alguma vantagem ou está recebendo alguma vantagem da ótica para que ele receba encaminhamento, isso aí constitui uma infração ao código de Ética Médica", disse o doutor Arlan Azevedo, presidente do Conselho Regional de Medicina - CRM.

Na reportagem, uma funcionária de uma ótica disse que o atendimento é feito pelo "oculista bacharel". A Associação Mato-grossense de Oftalmologia desconhece essa profissão e disse ainda que a regulamentação do optometrista ainda está sendo discutida no Congresso Nacional.

Sobre essas consultas feitas nas óticas e a venda de pacotes, o Sindicato do Comércio de Óticas reconhece que várias empresas cometem esses crimes. Mas reclama que falta fiscalização da vigilância sanitária nas óticas. O chefe da Vigilância de Cuiabá alegou que as inspeções são feitas sempre que surge alguma denúncia.


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