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15/12/2010

Sergipe avança no diagnóstico de doenças oculares

Glaucoma, cerotocone e catarata. Será que é preciso sair do Estado para diagnosticar e tratar estas e outras doenças da visão? Para o presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia - SSO -, Fábio Ribas, não. O médico garante, com orgulho, que a especialidade avançou muito nos últimos cinco anos em Sergipe e a tecnologia existente em grandes centros urbanos, como São Paulo e Minas Gerais, também está disponível no Estado. "Podemos não ter seis ou sete aparelhos, mas temos dois e isso é um atestado de que temos evoluído bastante", enfatiza.

O aparelho a que o médico se refere é o Constellation, usado no tratamento da retinopatia diabética, do descolamento de retina e do buraco macular, patologias do fundo olho. Em Sergipe também é possível realizar uma tomografia do nervo ótico e identificar o glaucoma na fase bem inicial. A degeneração macular relacionada à idade - DMRI -, uma doença causada pelo envelhecimento das células da retina, também pode ser diagnosticada mais cedo através da tomografia.

"Estes novos exames visam diagnosticar e iniciar um tratamento mais cedo com o uso de antioxidantes e o laser", ressalta Ribas. No Estado é possível ainda diagnosticar precocemente a cerotocone, doença hereditária que provoca o afinamento da córnea. "Antigamente, a única alternativa era o transplante, mas hoje já é possível fazer um tratamento conhecido como anel de ferrara, que pode evitar o desenvolvimento da doença", diz.

Sergipe avançou também na área da cirurgia oftalmológica. Há seis meses tornou-se possível realizar a de glaucoma com laser. A de catarata, patologia mais comum, é feita com uma incisão mínima de 2,5 milímetros graças a uma nova técnica cirúrgica e a aquisição de aparelhos mais modernos. "Há 20 anos, nós tínhamos que abrir 10 milímetros do olho para retirar a catarata", compara. Este avanço permite uma recuperação visual mais rápida e um tempo de pós-operatório bem menor.

SERVIÇOS

Mas nem todos têm acesso a esta tecnologia. O presidente da Sociedade defende uma ampliação dos serviços oftalmológicos para os usuários do SUS na capital e interior. Nesse sentido, a entidade já manteve reunião com o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e apresentou alguns projetos. "O prefeito se mostrou sensível e o do glaucoma deve sair do papel com a realização de mutirões", diz. A Sociedade planeja ainda realizar campanhas para identificar a retinopatia diabética.

É importante lembrar que o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento de doenças oculares. A primeira avaliação deve ser feita até o primeiro ano de vida - o teste do olhinho -, que diagnostica alterações congênitas. A segunda no início da idade escolar, principalmente se a criança não consegue se desenvolver, fica retraída e tira notas baixas. "Pode ser uma ametropia, uma dificuldade de visão", alerta. Na fase adulta, se o paciente não usa óculos, deve procurar o oftalmologista uma vez ao ano se houver na família casos de doença hereditária, como o glaucoma.


O diagnóstico deve ser feito sempre por um médico. Segundo Fábio Ribas, a Sociedade de Oftalmologia tem denunciado a atuação de optometristas, técnicos contratados por óticas para orientar qual a melhor lente, que estão consultando o paciente. "Eles se aproveitam do conhecimento técnico para prescrever óculos. Esta não é uma questão de luta de classe, mas de saúde ocular", diz.

A entidade já recorreu à Justiça contra duas óticas e venceu em duas instâncias. A ação está no Superior Tribunal de Justiça - STJ. Diferentemente do optometrista, o médico mede a pressão intraocular e a visão, examina o fundo do olho e prescreve os óculos. "Nós não nos baseamos apenas nos óculos, mas na saúde ocular como um todo", salienta. Um diagnóstico equivocado pode levar a evolução de doenças e a perda de visão.
cinform.com

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