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21/02/2011

Falta de diagnóstico de problemas de visão em crianças pode causar prejuízos pelo resto da vida

Cerca de 30% da garotada em idade escolar apresenta algum problema de visão

Se os olhos de uma criança não enxergam bem, a infância perde cores e contornos importantes. A deficiência ofusca o aprendizado e o desenvolvimento dos pequenos, já que eles costumam não conseguir identificar ou relatar o mau funcionamento da visão. Muitas vezes, nem pais nem professores conseguem perceber o problema.
Dados do Ministério da Saúde revelam que 30% da garotada em idade escolar apresenta algum problema na vista. Por isso, o retorno às aulas é sempre uma época de alerta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam 400 mil crianças cegas no mundo, 94% delas em países em desenvolvimento.
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica calcula a existência de 180 crianças cegas e 720 com baixa visão para cada milhão de brasileiros. As duas principais causas de cegueira evitável no Brasil são a catarata e falta de óculos. Oito em cada 10 casos de perda de visão poderiam ser evitados se detectados precocemente.
A recomendação, quase nunca levada a sério, é que a primeira consulta oftalmológica ocorra, no máximo, até o segundo ano de vida. O oftalmologista Celso Boianovisky explica que supostos atrasos de evolução motora podem, na verdade, ser provocados por deficiência visual, facilmente diagnosticada e, na maioria das vezes, com ótimas chances de tratamento. Cerca de 90% do desenvolvimento da visão ocorre até os dois anos. Por isso, todas as crianças devem ser submetidas a exames de acuidade visual.
"Qualquer alteração ocular não corrigida na infância acarreta prejuízos para o resto da vida, pois limita as perspectivas escolares, culturais e profissionais da gurizada", pontua o médico.
A ambliopia e os vícios de refração — miopia, hipermetropia e astigmatismo — são os problemas mais comuns entre os pequenos. Também conhecida como visão preguiçosa, a ambliopia pode levar à cegueira. Ela ocorre quando há privação da boa qualidade de imagem em um dos olhos. O cérebro, então, elege o olho saudável e o desenvolvimento neurológico acaba desequilibrado, porque a visão afetada não é estimulada, tampouco estimula o nervo ótico, que está conectado à atividade cerebral.
O estrabismo, a opacidade na córnea, a catarata congênita e a ptose — queda da pálpebra — também são fatores desencadeantes da ambliopia.
"A criança que tinha uma deficiência simples e tratável em apenas uma das vistas adquire um prejuízo definitivo. Se passar dos oito anos, o tratamento é muito difícil e, mesmo com todas as estimulações, o problema torna-se irreversível", lamenta Celso.

Sinais de alerta

Prestar atenção às atitudes da criança é fundamental. Confira alguns indícios de problemas na visão:

Notas inexplicavelmente baixas
Mania de sentar-se perto da televisão
Distração constante
Franzir a testa para ler ou visualizar objetos
Dores de cabeça persistentes
Olhos lacrimejantes

O que fazer

No recém-nascido, o teste do olhinho indica patologias graves, como o retinoblastoma, as lesões de toxoplasmose e a catarata congênita
A partir do primeiro ano de vida, o ideal é ter consultas anuais
Para as crianças, remedia-se as alterações de grau com óculos
Na juventude, já é possível receitar lentes
Na idade adulta, se os exames forem bons, há chances de corrigir definitivamente os danos com cirurgias
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