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03/03/2011

Cerca de 90% dos diabéticos desenvolve problemas de visão ao longo da vida, alerta especialista

A retinopatia diabética causa alterações na retina e pode ser tratada através da medicina ortomolecular

Uma das principais causas de cegueira no mundo é derivada da diabetes. A chamada retinopatia diabética afeta a grande maioria dos diabéticos. Segundo J.H.Tamburini, especialista em Oftalmologia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, após 10 anos de diabetes, a retinopatia atinge cerca de 50% dos pacientes e após 30 anos o índice sobe para 90%.

"A retinopatia diabética é uma alteração na retina. Os olhos possuem uma camada nervosa interna que possui a maior concentração de oxigênio do corpo humano, sendo por isto, o local onde os efeitos iniciais da doença se manifestam sob diversas formas", explica.

No diabetes ocorre um fenômeno conhecido como glicação, ligação da glicose com proteínas importantes que dá origem a produtores de radicais livres, que agridem o DNA - principal estrutura das nossas células.

"As lesões no DNA acabam gerando doenças. Todo o sistema vascular é comprometido, em especial os pequenos vasos, situados nos olhos, coronárias e rins. No caso da retina, o exame oftalmológico é capaz de denunciar estas alterações", esclarece o especialista.

A retina é uma camada de prolongamento dos nervos dos olhos, nos quais as células receptoras - que percebem a luz e enviam as imagens para o cérebro - ficam alojadas.

"Ao serem lesionados, os vasos sanguíneos da retina podem vazar fluído ou sangue, causando distorções ou borrar as imagens que chegam ao cérebro. O diabetes também pode fazer com que haja um crescimento excessivo dos vasos em um momento mais avançado da doença", aponta o médico.

Os sintomas da retinopatia diabética variam conforme o estágio da doença, mas os principais são visão borrada, flashes, moscas volantes e perda repentina da visão.

"A oftalmologia, numa visão muito especializada sem levar em conta que o olho faz parte de um todo, oferece ao paciente a aplicação de raio laser, que melhora temporariamente a evolução da doença, sendo que, como se trata de uma energia, ao atravessar o cristalino precipita as proteínas do mesmo e acelera a evolução da catarata", alerta.

Segundo Tamburini, é possível reverter às lesões nos olhos e em toda microcirculação dos órgãos sem o uso do raio laser.

"Com a evolução da medicina ortomolecular e seus poderosos antioxidantes, utilizados sob forma de manipulação ou mesmo na forma intravenosa, podemos resolver o problema. Mas isso só é possível na fase não proliferativa do diabetes. Em fases mais adiantadas também podem ocorrer melhoras, porém em menores proporções", afirma.

Além de não prejudicar os olhos, a medicina ortomolecular ainda traz muitas vantagens em relação ao laser. Ela melhora todo o sistema vascular, estabiliza a doença, não desenvolve precocemente a catarata e não lesa as células sadias.

"Nós recomendamos a medicação venosa e os anti-angiogênico por via oral para complementar o tratamento e aumentar a ação benéfica das substâncias utilizadas", acrescenta.
Zero Hora

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