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20/05/2011

Glaucoma: doença silenciosa que afeta um milhão de brasileiros

Uma doença ocular que não apresenta sintomas, mas que pode levar à cegueira. Atualmente, o Glaucoma afeta cerca de um milhão de brasileiros, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e é uma das principais causas de cegueira irreversível. Para os profissionais do Instituto de Oftalmologia de Curitiba (IOC), o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma, lembrado em 26 de maio, deve ser um lembrete da importância de manter consultas e exames oftalmológicos periódicos, já que esta é a única forma de diagnosticar a doença.

Segundo a oftalmologista do IOC Sheila Swerts, a visão do paciente é perdida progressivamente, por conta de uma lesão definitiva no nervo óptico, causada pelo aumento da pressão interna do olho. “Inicialmente, sem consultar o oftalmologista o paciente não sente nada e não tem como perceber o início da doença, porque a visão comprometida a princípio é a lateral, mantendo preservada a central”. De acordo com ela, o paciente apenas percebe quando a lesão do nervo óptico progride, em estágios mais avançados.

Exames complementares como a Tonometria são a melhor maneira de identificar a doença. “São fundamentais a medida da pressão intraocular e a avaliação do nervo óptico através do exame de fundo de olho. Exames complementares solicitados pelo médico em geral confirmam o diagnóstico e ajudam a avaliar a eficácia do tratamento”, explica a médica. Estéreo fotografias do nervo óptico e análise do ângulo camerular por gonioscopia são outros exames de controle também realizados pela equipe de médicos do IOC.

Formas de tratamento

A principal forma de tratar o Glaucoma é diminuir a pressão intraocular com o objetivo de impedir que a lesão do nervo óptico aconteça. Como explica o diretor clínico do IOC, diagnosticada a doença, o paciente deverá seguir as orientações médicas e realizar os exames o mais breve possível, para adiantar o tratamento. “Inicialmente, utilizamos colírios que diminuem a pressão intraocular e podem ser combinados com uso de laser nos casos de resistência à medicação. No IOC, realizamos várias modalidades de cirurgias, principalmente para os casos mais severos da doença”, pontua ele.

Entre os procedimentos cirúrgicos utilizados, o médico cita os implantes de drenagem, as cirurgias não-penetrantes e os procedimentos ciclo-destrutivos. A mais realizada é a Trabeculectomia, que consiste em criar uma passagem entre a câmara anterior do olho e o espaço subconjuntival, para que o líquido que circula no interior dos olhos, o humor aquoso, tenha por onde sair e com isso a pressão seja reduzida.

O glaucoma ainda não tem cura e, por se tratar de uma doença crônica, um dos grandes desafios que oferece é a aderência ao tratamento, que em muitos casos é abandonado pelo paciente.“Alguns efeitos colaterais dos colírios, como alteração na visão, vermelhidão ocular e sensação de areia nos olhos causam desconforto e incomodam o paciente. Mas, para estabilizar o glaucoma, é imprescindível que ele não abandone os cuidados”, orienta o diretor clínico.

Conheça alguns fatores de risco para o desenvolvimento do Glaucoma.

- Idade acima de 40 anos;

- Histórico familiar da doença;

- Pressão intraocular elevada;

- Raça negra;

- Diabetes;

- Miopia;

- Trauma ocular;

- Uso de corticóides.

Serviço:

Instituto de Oftalmologia de Curitiba - IOC

Av. Getúlio Vargas, 1.500 – Rebouças | Curitiba, PR

Telefone / Fax: (41) 3322-2020

www.ioc.med.br 
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