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10/08/2011

Olhos demandam atenção especial no inverno

Tempo seco característico dessa época do ano afeta condição das lágrimas. Uso de computadores, poluição e sol forte também são agentes irritantes aos olhos.

“Segue o seco sem secar que o caminho é seco / sem sacar que o espinho é seco / sem sacar que seco é o ser sol [...] Ô chuva vem me dizer / se posso ir lá em cima prá derramar você”. Com a chegada do inverno, a aridez do clima nordestino descrita na letra de Carlinhos Brown e conhecida na voz de Marisa Monte deixa de ser uma particularidade desta região para tornar-se presente no cotidiano da maior parte do País. A ausência de chuva por longos períodos diminui consideravelmente a umidade do ar e, com isso, pode provocar alguns problemas de saúde como o ressecamento dos olhos.

As sensações de irritação e de areia nos olhos, que se agravam no final do dia, são os sintomas mais característicos dos olhos secos. Os pacientes ainda costumam relatar queimação ou ardor nos olhos, visão borrada que melhora ao piscar, olhos vermelhos e desconforto após ver televisão, ler ou utilizar o computador. O problema pode ser passageiro, relacionado apenas às condições de tempo e do ambiente, ou configurar a síndrome do olho seco (ceratoconjuntivite sicca), doença crônica caracterizada pela diminuição da produção lacrimal ou pela deficiência em alguns dos componentes da lágrima.

“Os níveis de umidade do ar interferem diretamente na produção das lágrimas, que evaporam mais rapidamente quando o tempo está seco e prejudicam a lubrificação dos olhos. Uma umidade do ar em torno de 30% a 40% já leva a alterações nos olhos. É possível que o paciente apresente esta queixa, que é mais comum no inverno, mesmo sem ter uma doença que afete as condições da lágrima como a síndrome do olho seco”, explica o médico oftalmologista Luiz Antônio Vieira, doutor em Oftalmologia e professor colaborador do setor de Doenças Externas e Córnea do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Há outros fatores ambientais considerados agressivos e irritantes para os olhos como ar-condicionado, poluição do ar, fumaça, sol forte e calor excessivo. Assim como a baixa umidade, estes elementos afetam a produção das lágrimas e agravam o quadro. “As tarefas que exigem muita atenção, como uso contínuo de computadores e dirigir, também contribuem para o ressecamento dos olhos, pois durante estas atividades piscamos menos. Quando piscamos, refazemos todos os itens que compõem a lágrima. É por isso que o piscar é tão importante para lubrificação dos olhos”, orienta o especialista.

A adoção de alguns hábitos pode ajudar a melhorar a sensação de bem-estar ocular durante o inverno. Porém, se os sintomas de olhos secos persistirem, o indicado é procurar orientação médica. Em média, quando a irritação persiste por mais de dois ou três dias, já é hora de buscar ajuda profissional.

“O momento de procurar orientação de um oftalmologista nos casos de olhos secos é variável porque depende da tolerabilidade de cada paciente aos sintomas. Apenas o especialista poderá avaliar o quadro e indicar qual é o tratamento mais adequado, com uso de colírios lubrificantes na maioria dos casos. É importante ressaltar que não devemos recorrer a soluções caseiras ou à automedicação para alívio dos sintomas, pois há o risco de agravar o ressecamento e, inclusive, provocar lesões nos olhos”, finaliza Vieira.

CDN Comunicação Corporativa

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