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25/10/2011

Alerta vermelho contra cegueira

Você já imaginou, de repente, passar a ver o mundo às escuras? Sem cor, brilho ou luz? É triste, mas é a realidade de mais de 10 milhões de brasileiros, que, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), enfrentam a perda progressiva da visão.

Os números são alarmantes. Por isso, o CBO lança hoje – Dia Mundial da Visão –, em todo o país, uma campanha de conscientização para induzir às pessoas a cuidar dos olhos, como o faz com todo o corpo, incluindo consultas frequentes a especialistas, a fim de prevenir e até diagnosticar precocemente as doenças das vistas.

De acordo com o estudo feito pela entidade, só no Brasil, cerca de 100 mil novos casos de problemas crônicos (retinopatia diabética, catarata, glaucoma e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)) são diagnosticados por ano. O mais assustador é que quando não causa a cegueira total, essas patologias têm resultados não tão menos trágicos: deficiência aguda, capaz de comprometer a qualidade de vida do paciente e suas atividades econômicas.

A preocupação em torno da temática só faz aumentar, já que as doenças da visão são diretamente relacionadas à idade, e o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta um crescimento significativo da expectativa de vida no país.

Segundo o oftalmologista especialista em retina e secretário geral da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, dr. André Vieira Gomes, embora pouco divulgada, a DMRI é a principal causa da perda de visão a partir dos 55 anos, seguido de traumas, que independe da faixa etária.

“Um paciente com DMRI em fase inicial à intermediária pode reduzir de cinco a onze vezes a sua capacidade de enxergar, afetando no desempenho de atividades simples, como idades simples, como toda a faixa etonicciosultas  fazer as refeições e discar um número de telefone. Em grau mais avançado da doença, essa limitação aumenta e pode chegar à perda total da visão”, pontua.

O especialista salienta que existem dois tipos de DRMI: Seca e hemorrágica. A primeira é menos grave e mais comum. Ela acomete cerca de 80% dos pacientes com a patologia e é tratada com medicamentos e dietas rica em verduras, legumes, frutas e folhas, além de algumas restrições, a exemplo de exposição ao sol e à fumaça.

A boa notícia é que, recentemente, a medicina descobriu um tratamento para a DRMI hemorrágica, também chamada de severa, por ser o tipo mais grave da doença, e que em 95% dos casos causa a cegueira plena. Neste caso, o procedimento é à base de medicamentos, que são injetados, em centro cirúrgico para secar os vasos sanguíneos que se dilatam nos olhos.

De acordo com dr. Vieira, a doença é associada também ao tabagismo. “Para os dois casos não há cura, mas tratamento. O bom é que se diagnosticada precocemente o índice de estabilizar a doença e recuperar a visão é de 90%. Basta procurar um retinólogo, pois o oftalmologista geral pode não diagnosticar com precisão a doença”, ressalta.

O especialista garante que após o tratamento, os pacientes voltam a desempenhar suas atividades normalmente. “O intuito do tratamento é justamente esse: a perda mínima possível de suas capacidades”, observa.

 Ele lembra que não existe uma prevenção, já que as doenças de visão nada mais são que o envelhecimento do tecido ocular (mácula), mas bons hábitos, como proteger os olhos dos raios ultravioletas e mantê-los sempre higienizados, podem ajudar a retardar o surgimento de patologias.
Tribuna da Bahia

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