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23/03/2004

Lista Única para transplantes de córnea aumenta quantidade de cirurgias

A espera para realizar um transplante de córnea, no Brasil, é muito grande. No entanto, com a criação da Lista Única para Transplantes de Córnea - Organização e Procura de Córneas (OPC), houve um aumento significativo do número de cirurgias realizadas em alguns Bancos de Olhos do país. Um deles é o de São José do Rio Preto, como mostra estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).Segundo artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2003 dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, o objetivo da pesquisa foi verificar como a criação da Lista Única influenciou o Banco de Olhos da Famerp em relação às córneas (doação, captação e destino), analisar sua interferência em relação ao número de transplantes realizados e também sobre a média de tempo de espera pela cirurgia.Para tal, foram analisados os prontuários dos pacientes submetidos ao transplante de córnea de maio de 1999 a maio de 2001, um ano antes e um ano após a criação da OPC. No total, foram realizadas, no período, 152 cirurgias. Segundo os pesquisadores, houve um aumento de 60 para 92 cirurgias, assim como da média mensal de córneas retiradas de (13,83 para 18,16) e da média mensal de córneas disponíveis (6,58 para 8,91), no primeiro ano de funcionamento da lista única para transplantes de córneas. "Acreditamos que este dado possa ser justificado pela melhor conscientização dos médicos, em especial dos intensivistas, no sentido de informar o serviço de captação sobre potenciais doadores. Também é provável que haja um nível de credibilidade e confiança maior, por parte da população, sobre o funcionamento e responsabilidade dos Bancos de Olhos em relação às córneas, após a criação das OPCs", explicam no artigo.Além disso, houve uma maior integração entre os Bancos de Olhos, o que fez com que o número de córneas fornecidas crescesse. De acordo com a equipe "o Banco de Olhos de São José do Rio Preto funcionou como fornecedor de córneas para outros Bancos. Enviou 72 córneas enquanto recebeu apenas 10". No entanto, foi observado também que o tempo de espero pela cirurgia ficou maior. A explicação estaria no fornecimento de córneas de um Banco para outro e no processo de cadastramento dos pacientes. "Na época da criação da OPC, vários pacientes que se encontravam em posições privilegiadas na lista do Banco de São José perderam lugares quando entraram na lista única e ganharam um tempo adicional de espera pela cirurgia", afirmam os pesquisadores. Apesar disso, houve uma homogeneização no tempo de espera, fazendo com que os pacientes permaneçam na fila durante um tempo relativamente semelhante. "Felizmente a média de tempo de espera neste serviço se assemelha a dos centros europeus, onde o tempo médio de espera é de cerca de 5,5 meses", concluem
Agência Notisa

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