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05/05/2014

Mãe, fique de olho!

  Teste do Olhinho é um exame importante para prevenir diversas doenças oculares nos bebês, antes mesmo de sua primeira semana de vida
 

 
Durante o período de gestação, mãe e filho passam por diversos exames, a fim de garantir condições saudáveis para ambos, afinal uma nova vida está sendo formada e depende de muita atenção. Logo após o nascimento, o cuidado dos pais e médicos deve continuar, incluindo a realização de outros testes para averiguar como será o desenvolvimento do bebê e detectar possíveis problemas que não foram possíveis de serem percebidos na gravidez.

 

Entre os muitos exames que devem ser realizados nos recém-nascidos, um dos mais importantes é o Teste do Olhinho. Conhecido também como Teste do Reflexo Vermelho, o exame deve ser realizado, preferencialmente, ainda na maternidade, a partir das primeiras 48 horas do bebê. Segundo o oftalmologista Dr. Richard Yudi Hida, o teste é rápido, de um  a dois minutos de duração, fácil, indolor e não há necessidade do uso de colírio. “Ele é feito com um oftalmoscópio, equipamento parecido com uma lanterna, na qual sai uma luz e é possível enxergar o reflexo alaranjado das pupilas”, explica o especialista.

 

De acordo com Dr. Richard, o reflexo esperado na pupila de uma criança, sem quaisquer problemas, é que a retina reflita tons de vermelho, laranja ou amarelo. “O efeito é parecido como quando tiramos fotos com flash, o que quer dizer que a retina está dentro dos padrões de normalidade no eixo óptico examinado, sem nenhum obstáculo para a entrada e saída de luz”. Caso o reflexo não seja possível de ser visto ou a visão ficar dificultada ou esbranquiçada, quer dizer que há alguma alteração em uma das estruturas do eixo da visão, podendo ser alguma doença ocular que possa causar uma cegueira irreversível. Entre as doenças e problemas que o diagnóstico pode prevenir ou tratar estão: retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, tumores oculares (retinoblastoma) e traumas de parto. “Também após alta hospitalar, é importante que faça consulta de rotina com seu oftalmologista para se há uma diferença de grau ou estrabismo”, ressalta.

 

Segundo o Ministério da Saúde, por meio do Teste do Olhinho, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados, mas, como na maioria dos serviços pediátricos do país, os recém-nascidos não são examinados adequadamente e não há a cobrança dos pais, muitas vezes por puro desconhecimento, as crianças só terão alguma alteração detectada quando estão quase ou totalmente cegas. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) estima que 40 mil crianças sejam cegas no mundo e, desse total, 94% encontram-se nos países em desenvolvimento. “É por isso que a mãe deve ter consciência da importância desse exame e também deve cobrar que ele seja feito pelo pediatra. É um procedimento simples, que pode garantir um futuro melhor para o filho”, alerta o oftalmologista.

 

A mãe ainda pode realizar um exame prévio em casa, basta tirar uma foto com flash da criança de frente para ela (não tire a foto de lado). Caso o reflexo da pupila dos olhos não fiquem alaranjados, pode ser sinal de alguma alteração. “O teste caseiro serve apenas como um alerta ou ajuda no diagnóstico. Ele não substitui o Teste do Olhinho, que deve ser feito por um médico pediatra ou oftalmologista”, aconselha Dr. Richard.

 

 Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais.
O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares desta instituição.
O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.

Dezoitocom

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