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23/05/2014

Implante intraocular é aprovado no Brasil

Acaba de ser autorizado no Brasil um novo tratamento que atua na perda de visão ocasionada pelo edema macular. O inchaço na área da retina decorre de inflamações ou bloqueio das veias do olho, tais como: uveíte não infecciosa, tromboses venosas, inflamações, entre outras. Quando não tratado, pode reduzir a parte central da visão e afetar tarefas como ler e dirigir, e em alguns casos pode levar a perda total da visão de forma irreversível.


A técnica consiste em implantar dentro do olho, com um aplicador específico, uma pequena “cápsula” (nomenclatura comercial – Ozurdex) com uma substância ativa anti-inflamatória chamada dexametasona. O dispositivo implantado é biodegradável e usa tecnologia de liberação prolongada, que dura cerca de seis meses. Nesse período, o medicamento é liberado e a capsula vai se dissolvendo, sem que o paciente tenha a necessidade de usar colírios ou medicamentos orais durante esse tempo.

Para o oftalmologista e retinólogo Sebastião Ferreira Neto, da Oftalmed - Hospital da Visão, é um desafio constante buscar novas drogas e terapias para o tratamento das doenças oculares e manutenção da visão. “O implante atua de forma localizada e a medicação é liberada de forma gradativa, para o paciente isso é bom porque não vai precisar usar ou tomar nenhum outro tipo de remédio. Além de ganhar mais qualidade de vida por não ter que ficar pingando colírio ou tomando comprimidos, fica livre de efeitos colaterais sistêmicos, além de ter o risco de aparecimento de glaucoma reduzido”, relata.

Entre as contraindicações de utilização estão: hipersensibilidade à dexametasona ou qualquer outro componente da fórmula, doentes com infecções oculares, glaucoma em fase avançada e não controlado com medicamentos tomados isoladamente e em determinados casos em que a parte posterior a membrana que reveste o cristalino tenha sofrido ruptura. “Antes do início de qualquer procedimento deve ser avaliado todo o histórico oftalmológico da pessoa para que se tenha segurança do benefício a ser atingido”, finaliza o médico.

A formulação já é utilizada desde 2010 nos Estados Unidos e na Europa, e por lá também está perto de ser liberado a sua utilização para a retinopatia diabética. No Brasil, ainda não há previsão de liberação para tratamento de diabéticos. 


Destak Comunicação

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