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11/06/2014

DOENÇAS OCULARES NA TERCEIRA IDADE: AVANÇOS TECNOLÓGICOS GARANTEM UMA BOA VISÃO

OMS estima que em 2020 existam cerca de 54 milhões de pessoas com cegueira, com idade igual ou superior a 60 anos

À medida que o tempo passa, os seres humanos vão aos poucos passando por um processo natural de envelhecimento. Na terceira idade, ainda que muitos se sintam jovens e muito dispostos, alguns sintomas de comprometimento da saúde podem começar a surgir. Assim como o corpo, nossos olhos também passam por este processo, fazendo com que alguns problemas de visão passem a exigir maiores cuidados.

Nessa fase da vida, os problemas oculares mais comuns são a degeneração macular e a catarata. Este último, por exemplo, é a maior causa de cegueira tratável no mundo. Além disso, com base em estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 existirão cerca de 54 milhões de pessoas com cegueira devido à catarata, com idade igual ou superior a 60 anos. Mas porque esta doença acomete tanto os idosos?

De acordo com o oftalmologista Richard Yudi Hida, as causas da catarata são diversas. “A catarata dos idosos, denominada catarata senil, é a mais comum e ocorre devido ao envelhecimento do cristalino. No entanto, existem outros tipos, como por exemplo, a congênita, que se manifesta desde o nascimento; a medicamentosa, que acomete pessoas que usam remédios inadequados por conta própria; a traumática, que se desenvolve por conta de alguma agressão física, quedas ou acidentes automobilísticos; a inflamatória, causada por inflamações intraoculares; e a metabólica, decorrente de alterações do metabolismo como diabetes, colesterol alto ou doenças do fígado, por exemplo”, explica.

Ainda de acordo com o médico, apesar de todos os esforços, a falta de informação ainda é uma grande barreira para a prevenção e, consequentemente, da cegueira proveniente deste mal. “Muitas pessoas acreditam que a idade avançada possa comprometer a realização de cirurgias para corrigir o distúrbio. No entanto, os avanços da medicina e as intervenções cada vez mais modernas e rápidas, fazem com que inexista um tempo ou idade ideal para a realização do tratamento cirúrgico de catarata”, ressalta.

 
LASER DE FEMTOSEGUNDO PARA CIRURGIA OCULAR

De acordo com o Dr. Richard, o procedimento cirúrgico é a única opção de tratamento à doença, uma vez que a cura só é possível com a troca do cristalino e a recuperação que, geralmente, ocorre em alguns dias. Atualmente, existem três técnicas cirúrgicas mais utilizadas para cura da catarata: a extração extra-capsular (técnica antiga, empregada em casos raros), a facoemulsificação (técnica mais utilizada hoje, na qual se faz uma pequena incisão na córnea, aspira-se o cristalino doente e depois é implantada uma lente intraocular) e a cirurgia mais moderna com a utilização de laser de femtosegundo. “O laser de femtosegundo permite a realização de um procedimento mais preciso e com melhor resultado. Outro benefício, é que a utilização do laser faz com que o posicionamento do implante das lentes intraoculares sejam mais reprodutíveis e, com isso, a cirurgia se torne mais segura, corrigindo pequenos detalhes que antes não estavam acessíveis a mão humana”, ressalta o oftalmologista.

Além disso, as vantagens se estendem tanto para o paciente, quanto para o cirurgião. “Este tipo de intervenção traz uma maior previsibilidade nos resultados, recuperação rápida e boa qualidade de visão já no pós-operatório imediato”, finaliza o especialista.

 Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais.
O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares desta instituição.
O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.
 


Dezoitocom

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