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03/08/2014

A influência da tecnologia para os olhos

Você trabalha diante de um computador o dia inteiro, está sempre checando as redes sociais no celular e, quando está em casa, assiste TV, joga videogame e acompanha as principais notícias do dia no tablet?

Cada vez mais os recursos tecnológicos estão à disposição no mercado e, muitas vezes, inseri-los no nosso dia a dia facilita diversas tarefas. No entanto, é preciso ficar atento. O uso contínuo dessas tecnologias em excesso pode ser prejudicial à visão.

Segundo o oftalmologista Richard Yudi Hida, a exposição prolongada a aparelhos eletrônicos pode acarretar alguns sintomas como dores de cabeça, irritação nos olhos e fadiga. “Após o uso continuo e exagerado desses aparelhos, é natural que o individuo sinta sintomas temporários de cansaço visual, que consiste em dor de cabeça, lacrimejamento, ardência, incômodo à luz, oscilação da visão e sensação de peso nas pálpebras. Porém, acredita-se que esses danos são temporários e melhoram quando se descansa o corpo. Não existem evidências de que as consequências possam ser irreversíveis”, ressalta.

Comum na sociedade moderna, a Síndrome da Visão Cansada é causada pela fixação das vistas na tela dos aparelhos que emitem luz durante muito tempo. "Quando o usuário não pisca, a córnea fica ressecada e desprotegida, o que gera os sintomas citados anteriormente. Juntando fatores como ar condicionado, poluição e muitas horas de trabalho, muitos podem desenvolver um quadro chamado de olho seco evaporativo, podendo causar sintomas que podem atrapalhar na suas atividades diárias", explica o especialista.

O cansaço é uma reação natural à tensão a que os olhos são submetidos, já que é preciso forçá-los para ter foco e enxergar imagens definidas em pontos pequenos. Em geral, não se trata de algo grave, mas é preciso estar atento. "Em crianças e adolescentes a vista cansada pode estar relacionada com dores de cabeça e dificuldade em se concentrar na sala de aula. Já em pessoas com mais de 50 anos, o problema pode estar relacionado a outras doenças relacionadas com a idade, como catarata, degeneração macular entre outros”, alerta.

VISÃO E LUMINOSIDADE

Presente na maioria dos celulares, a luz azul ajuda a regular o relógio biológico, chamado de circadianismo ou ciclo circadiano. O nosso “relógio biológico” é responsável por “organizar” nosso corpo para entender o que é dia e o que é de noite. Contudo, alguns estudos já mostraram que a exposição a essa luz em excesso durante a vida toda – não só de celulares, mas de computadores, tablets e televisores – pode causar degeneração macular, uma das principais causas da cegueira. Ao mesmo tempo, o seu corpo pode não entender que precisa descansar se não for exposto à luz azul, causando insônia em alguns indivíduos.

Evitar a luz azul é quase impossível, já que estamos expostos constantemente à luz solar e à artificial, mas cuidar da saúde dos olhos é essencial. “Pequenas práticas cotidianas podem fazer toda a diferença. Se expor a luz azul no início do dia, de preferência à luz do dia pode fazer com que seu corpo entenda que precisa “acordar” e aumentar o metabolismo corporal geral. É importante lembrar que não se deve olhar diretamente para o sol, apenas ficar exposto à luminosidade do dia. À noite, evitar ou diminuir o uso de aparelhos que emitam luz azul (tablet, televisores, celulares, etc.). Caso não consiga evitar ou diminuir o uso desses aparelhos, sugere-se o uso de filtros de luz azul nos óculos para evitar que altere no ciclo circadiano e tenha insônia”. Tais achados são resultados de várias pesquisas realizadas ao redor do mundo para esclarecer possível impacto na sociedade moderna.

Sobre Dr. Richard Yudi Hida

Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais. O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.


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