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14/08/2014

10 perguntas que você deve fazer para seu oftalmologista

Dr. Richard Yudi Hida enumera as principais dúvidas dos pacientes
Visitar o oftalmologista com frequência é a melhor forma de prevenir doenças oculares e problemas indesejados no futuro. No entanto, embora em uma consulta, o oftalmologista utilize todas as ferramentas para identificar possíveis irregularidades na visão, a participação do paciente é imprescindível. Sintomas e dúvidas devem ser conversados e, muitas vezes, podem ajudar o especialista em seu diagnóstico. Pensando nisso, o oftalmologista Richard Yudi Hida enumera 10 perguntas que não podem deixar de serem feitas pelos pacientes. Confira:
 
Não existe uma regra, mas o ideal é fazer o primeiro exame ocular entre o terceiro e o sexto mês de vida do bebê ou se for diagnosticada alguma anormalidade no teste do reflexo vermelho (ou teste do olhinho) realizado pelo médico no berçário. Caso o teste do olhinho não identifique nenhuma irregularidade, a primeira consulta ao oftalmologista pode ocorrer com 1 ano de idade para avaliação geral. Caso tenha algum problema, o retorno deve ser feito de acordo com a gravidade da doença.
 
Nesse caso, é preciso ficar atento. A maior parte dos problemas causadores de visão dupla diz respeito à musculatura extrínseca dos olhos, mas os problemas mais graves são os neurológicos. Portanto, caso o indivíduo apresente visão dupla de forma súbita, é essencial ir ao pronto socorro mais próximo. Caso o problema não seja neurológico, é conveniente consultar o oftalmologista. Geralmente, os problemas de visão dupla estão relacionados ao diabetes, hipertensão arterial e alteração da tireoide. Se o paciente tem visão dupla com um dos olhos fechados, geralmente é um problema do olho e pode ser ocasionado pela simples falta de óculos. Porém, quando ocorre com os dois olhos abertos, pode ser problema neurológico ou dos músculos, que mudam a posição dos olhos.
 
A maioria dos casos de escurecimento temporário da visão, após levantar rapidamente, está relacionado à hipotensão postural, ou seja, a queda da pressão arterial sistêmica de forma súbita. Se os sintomas não forem temporários, deve-se procurar um oftalmologista urgente, isto porque, várias doenças oculares podem estar relacionadas com a perda da visão não transitória.
 
O termo popular “vista cansada” geralmente é utilizado por dois perfis diferentes de pacientes:
- Indivíduos com menos de 40 anos que descrevem sintomas inespecíficos (ardência, lacrimejamento, oscilação da visão ou olho vermelho ao final do dia) relacionados ao uso exagerado da visão em atividades estáticas (computador, leitura ou televisão). Estas pessoas podem se beneficiar com o uso de óculos ou tratamento para olho seco pertinente ao computador. É indispensável procurar um oftalmologista caso apresente estes sintomas de forma grave.
- Indivíduos com aproximadamente 40 anos ou mais, que descrevem os mesmos sintomas inespecíficos, mas acompanhado de dificuldade de enxergar para perto. Estes indivíduos geralmente se beneficiam com o uso de óculos para perto.
 
5 - Como devo limpar os olhos do bebê?
Muita atenção! Os olhos dos bebês não devem ser limpados. Deve-se limpar apenas ao redor dos olhos, nos cílios e por fora das pálpebras, utilizando toalha pouco rugosa ou gaze molhada com água filtrada ou água mineral morna. Não se deve limpar dentro dos olhos e não é conveniente utilizar produtos químicos para isso (água boricada ou soro fisiológico). Não é adequado também, utilizar cotonete, devido ao risco de machucá-los. Caso os familiares notem que exista algo dentro dos olhos para ser limpado, devem procurar um oftalmologista.
 
6 Com que frequência se deve fazer exame médico oftalmológico?
Depende da idade e da presença de doenças oculares. Pacientes com mais de 40 anos devem ser examinados uma vez por ano ou regularmente. Pessoas com problemas oculares ou que tenham histórico de doença ocular na família, devem consultar um oftalmologista de acordo com a gravidade da doença.
 
7 – Não utilizar os óculos e “forçar a vista” piora o “grau dos olhos”?
Parece verdade, mas é mito. Popularmente, achava-se que não utilizar os “óculos com grau” (quando necessário) agravava a ametropia (grau). Mas isso não é verdade. A ametropia vai melhorar ou agravar com ou sem o uso dos óculos, ou seja, os óculos não têm influencia nisso. Existem outros fatores que podem estar envolvidos no desenvolvimento das ametropias, mas esse assunto ainda é controverso. Acredita-se que o maior fator de desenvolvimento da ametropia seja o genético.
 
8 - Existem contraindicações para o uso de lentes de contato?
Sim. Nem todos os indivíduos podem utilizar lentes de contato. Existe uma série de fatores que sugerem que o uso da lente não seja recomendado em alguns pacientes, dentre eles, indivíduos com dificuldade de manuseio, higiene não controlada e pessoas que possivelmente possam dormir com as lentes. A córnea de cada ser humano tem uma curvatura, assim como a lente de contato, que também apresenta uma curvatura já calculada pelo fabricante. Sendo assim, o oftalmologista deve examinar a lente de contato na córnea para ver se ela se “encaixa” perfeitamente, e não fique muito apertada ou frouxa. Todo paciente que pretende usar lentes de contato deve solicitar uma avaliação da córnea e realizar um treinamento para manipulá-las e conservá-las. Não se deve adquiri-las na ótica ou colocá-las nos olhos sem a avaliação do oftalmologista.
 
9 - Como escolher uma lente adequada para os óculos de sol?
É de extrema importância diferenciar as lentes de um óculos escuros de um óculos de sol. Ambas são escuras, mas os óculos de sol protegem contra raios ultravioletas (UV). Ao comprar os óculos de sol, deve-se pedir ao ótico do estabelecimento para checar se existe a proteção necessária aos olhos. Um aparelho que emite um “flash” deve comprovar quase 100% de bloqueio de raios UVA e UVB. É importante também tomar cuidado com os óculos comprados em locais que não sejam uma ótica, como por exemplo, praias e camelôs. Apesar de a tecnologia possibilitar proteção UV mesmos nesses óculos, outros problemas podem causar doenças nos olhos.
 
10 - Posso lavar os olhos com água boricada ou soro fisiológico?
Dê preferencia ao uso de colírios prescritos pelo seu oftalmologista ao invés de usar produtos químicos nos olhos. A água boricada, por exemplo, é tóxica para as células da córnea e da pele da pálpebra, portanto, utilizá-la pode causar danos oculares. O soro fisiológico em pequena quantidade não causa danos oculares, porém, seu frasco quando aberto deve ser descartado imediatamente após seu uso. No soro fisiológico não há conservante, que é responsável por não deixar os microorganismos se proliferarem dentro dos colírios. Sendo assim, após a quebra do lacre, pode haver risco de contaminação.
 
 
Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais. O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.

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