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16/09/2014

INDEPENDÊNCIA DOS ÓCULOS PODE SER EM QUALQUER IDADE?

Oftalmologista esclarece as principais dúvidas para quem deseja dar adeus ao acessório

Os óculos são indispensáveis para a maioria das pessoas, mas o acessório que permite uma melhora na visão também pode ser um incômodo. Hoje, com a evolução da tecnologia e a sua popularização, o acessório pode ser facilmente deixado de lado, se transformando em apenas uma opção. Por outro lado, muitos usam seus óculos como acessório semelhante a roupas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deficiência mais frequente entre a população brasileira é a visual. Cerca de 35 milhões de pessoas (18,8%) declararam ter dificuldade para enxergar.
 
De acordo com o oftalmologista Richard Yudi Hida, os vícios de refração como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia podem ser corrigidos por meio do uso de lentes de contato ou através de cirurgia. “Na maioria dos casos, esses erros refrativos podem ser corrigidos com lentes de contato ou uma cirurgia refrativa a laser, procedimento cirúrgico indolor, muito rápido e que proporciona ao indivíduo mais liberdade para realizar inúmeras atividades, como por exemplo, as práticas esportivas”.
 
MÉTODOS PARA CADA FASE DA VIDA
A possibilidade de dar adeus ao uso de óculos já é uma realidade. Porém, será que a cirurgia ou o uso de lentes de contato é recomendado para todas as idades? Descubra abaixo com o Dr. Richard.
 
ü  Infância/Adolescência
Os cuidados com a saúde ocular desde a infância são essenciais para garantir uma visão saudável pelo resto da vida. Nessa fase, a correção ótica é realizada, na maioria das vezes, com o uso de óculos. Entretanto, há casos em que seu uso se torna inviável. “Quando a criança sofre de anisometropia (diferença exagerada e patológica da refração entre os olhos), ou seja, quando tem cinco graus de miopia em um olho e zero em outro, o cérebro não consegue juntar as imagens devido a projeção de imagens de diferentes tamanhos. O máximo que o ser humano geralmente suporta de diferença entre um olho e outro é 4 graus para míopes e 3 graus para hipermétropes. Nesse caso, recomenda-se o uso das lentes de contato ou tampão para evitar que desenvolva outra doença”, afirma. A cirurgia refrativa na infância é raramente indicada e é muito controversa.
Na adolescência, os jovens costumam apresentar sinais de cansaço visual e dor de cabeça. Nessa fase é comum o aparecimento de Astigmatismo, Miopia e Hipermetropia. “Entre os 11 e 14 anos, os óculos são os mais indicados e as lentes de contato devem ser evitadas. Na maioria dos casos, os adolescentes se adaptam rapidamente. A cirurgia refrativa não deve ser indicada nesta faixa etária”, ressalta.
 
ü  Fase Adulta
Para quem tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo, a primeira solução são os óculos ou a cirurgia refrativa. Esta cirurgia não dispensa totalmente os óculos, mas é possível criar uma independência relativa após realiza-la. “Não existe um limite de grau para fazer a cirurgia. De uma forma geral, é possível corrigir graus altos de miopia e astigmatismo contanto que, a estrutura da córnea do paciente permita, porém, é difícil corrigir hipermetropias acima de 3 graus devido a sua imprevisibilidade”, diz Richard.
Existem basicamente dois tipos de cirurgia refrativa a laser: a PRK (Photorefractive Keratectomy) e o procedimento denominado LASIK (Laser Assisted in situ keratomileusis). “Esta técnica realiza um corte na córnea com um laser chamado femtosegundo, o mesmo laser utilizado na cirurgia de catarata, para criar uma interface. O excimer laser é utilizado em seguida, nessa interface, para moldar ou esculpir a córnea. Já o PRK consiste na utilização do laser na superfície da córnea após raspagem das células mais superficiais do olho, chamado de epitélio”, explica. Para realizar o procedimento, o paciente deve ter no mínimo 21 anos e correção estável nos anos anteriores. É importante ressaltar que o valor absoluto do grau nunca estabiliza. O que estabiliza é a velocidade do aumento do grau, ou seja, com o envelhecimento, o grau aumenta mais lentamente.
 
 
Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais. O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.
 
 

Dezoitocom

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