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11/02/2003

Barco-hospital idealizado por ONG goiana vai levar atendimento médico ao Rio

 Cerca de dois milhões de habitantes de comunidades localizadas às margens do Rio Amazonas serão beneficiados com a construção de um barco-hospital, orçado em R$ 1 milhão. O projeto é idealizado pela Organização Não-Governamental Amazonas Visão, uma entidade civil sem fins lucrativos fundada em setembro de 2002, que tem como finalidade melhorar a qualidade de vida na Amazônia. A construção de um barco-hospital é um sonho de mais de uma década do oftalmologista goiano Luiz Sérgio Pacheco Santos, 50 anos, presidente da ONG. Em entrevista à Agência Brasil, o médico informou que o projeto está na fase de captação de recursos e que a previsão é que daqui a um ano o barco comece a ser construído e, em quatro meses, esteja pronto. "Esse é um projeto novo, que não é para a ONG, e sim para o Brasil", ressaltou Santos, que trabalha na entidade ao lado de 12 profissionais das áreas de medicina, odontologia, advocacia, engenharia, entre outras. Num primeiro momento, a idéia do médico era atender a população que vive às margens do Rio Araguaia, divisor dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e Tocantins. Mas essa possibilidade foi descartada porque o Araguaia não é navegável em toda a sua extensão. A escolha do Rio Amazonas também foi estratégica. Segundo o médico, a Região Norte é a mais carente de profissionais de saúde no País, especialmente no caso da população ribeirinha. Santos cursou medicina na Universidade Federal do Pará e conhece bem a realidade da região amazônica. "Ao longo dos 5.800 km de extensão do Rio Amazonas, são aproximadamente 40 comunidades ribeirinhas", afirmou. <br><br> De acordo com Santos, quem mora nesses locais geralmente tem de enfrentar uma maratona para chegar às capitais dos estados, onde se concentram os profissionais de saúde. "Para quem ganha um salário-mínimo, por exemplo, é complicado comprar uma passagem de embarcação para Manaus e pagar uma consulta médica para poder cuidar da saúde. Isso sem contar que, muitas vezes, o barco não volta no mesmo dia, e é preciso ficar hospedado num hotel", observou o oftalmologista, acrescentando que, apesar de o objetivo principal ser o oferecimento de serviços de saúde gratuitos às populações menos favorecidas economicamente, não haverá discriminação no atendimento. "Qualquer cidadão que precisar será atendido", garantiu. Segundo Santos, o barco-hospital foi projetado para navegar o Rio Amazonas de um extremo a outro, durante os 365 dias do ano. Na embarcação, que tem capacidade para acomodar 20 profissionais (entre médicos, dentistas e enfermeiros), poderão ser atendidas cerca de 500 pessoas por dia. Segundo o médico, a idéia é, inicialmente, prestar assistência nas áreas de oftalmologia, otorrinolaringologia, odontologia e clínica médica, além de realizar tratamento preventivo, principalmente com crianças em idade pré-escolar e escolar. "Muitas crianças têm dificuldade de aprendizado e desenvolvimento devido a problemas visuais, auditivos e bucais", afirmou o médico. Para o futuro, o objetivo é incluir outras especialidades, como ginecologia, no atendimento. O barco terá toda a infra-estrutura de um hospital: serão seis consultórios, duas salas cirúrgicas e uma enfermaria de pós-operatório, além de equipamentos de última geração necessários ao atendimento médico e odontológico. O projeto prevê também a construção de um heliponto, no terraço, o que vai facilitar o acesso dos profissionais.  Mas a atuação das pessoas envolvidas no projeto não se limitará à prevenção e ao tratamento de doenças. O barco-hospital também terá espaço para pesquisas biomédicas e na área de biodiversidade. "Temos interesse em estudar as doenças que acometem os cidadãos na área tropical, em ajudar o governo a monitorar queimadas e desmatamento", exemplificou Santos. Na cobertura do barco será instalada uma antena conectada a satélites, de forma a permitir a transmissão de dados em tempo real para teleconferências no Brasil e no exterior e a troca de informações em pesquisas. Para concretizar o sonho de construir o barco-hospital, a ONG precisa angariar R$ 1 milhão, e, para isso, conta com doações de empresários e de pessoas físicas. A compra de equipamentos e a manutenção do barco também dependem de parcerias. Santos estima que os custos com equipamentos fiquem em torno de R$ 500 mil. "Acredito que vamos receber muitos equipamentos de interessados em participar do projeto", disse o médico. Em Contrapartida, afirmou, as empresas patrocinadoras terão sua logomarca estampada no lado externo do barco, em uma área reservada para marteking e publicidade.Santos disse que também está confiante na adesão da sociedade, em especial no trabalho voluntário de médicos e profissionais da saúde. "Nas férias, por exemplo, eles podem dedicar 15 dias ao trabalho no barco-hospital", explicou, acrescentando que esta será uma ótima oportunidade de os interessados acumularem conhecimento e trocarem experiências com profissionais de todo o país.O site da ONG Amazonas Visão deverá estar pronto em 15 dias e poderá ser acessado no endereço www.amazonasvisao.org.br. Quem quiser fazer parte do projeto ou tiver interesse em obter mais informações pode enviar um e-mail para info@amazonasvisao.org.br. A ONG tem uma conta no Banco do Brasil para doações: agência 3483-5, conta corrente 17839-x
Agência Brasil

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