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17/12/2014

Mitos e verdades: Lentes de contato

Dr. Richard Yudi Hida esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

As dúvidas sobre as lentes de contato são sempre recorrentes. Mas, para quem deseja usá-las pela primeira vez, os questionamentos são ainda maiores. Por quanto tempo o indivíduo pode ficar com a lente? Só é possível higienizar as lentes com soro fisiológico? Elas são desconfortáveis? As lentes podem entrar nos olhos sem que seja possível retirá-las? Como a maquiagem pode interferir no uso das lentes? Para esclarecer estas e outras questões, o oftalmologista Richard Yudi Hida, desvenda abaixo alguns dos mitos e verdades sobre o tema.
 
LENTES DE CONTATO NÃO ATENDEM APENAS A UMA QUESTÃO ESTÉTICA. 
VERDADE. Quando se trata de corrigir a visão, as lentes de contato, além de serem muito eficazes, também proporcionam ao indivíduo maior liberdade de movimento e conforto. Elas também tiram os reflexos e distorções da periferia das lentes dos óculos. Em algumas doenças oculares e casos específicos, existe sim, uma necessidade não estética do uso das lentes de contato.
 
PESSOAS COM ASTIGMATISMO NÃO PODEM USAR LENTES DE CONTATO.
MITO. Atualmente as lentes podem corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo e a presbiopia (vista cansada). Para os indivíduos que sofrem de astigmatismo, existe uma tecnologia de estabilização de rotação da lente de contato, que permite que as lentes se mantenham estáveis e no lugar. Estas lentes de contato que corrigem o astigmatismo chamam-se lentes tóricas. Consulte seu oftalmologista para ver se existe mesmo a necessidade dessa correção.
 
DORMIR COM LENTES DE CONTATO PODE PREJUDICAR A SAÚDE DOS OLHOS
VERDADE. Apesar de alguns fabricantes sugerirem o uso contínuo, dormir com as lentes de contato pode ser altamente perigoso para a saúde ocular, principalmente pelo alto risco de infecções por vírus, bactérias, fungos ou amebas. Portanto, antes dormir, retire, higienize e guarde as lentes, de acordo com a orientação do seu médico oftalmologista. Também pergunte ao oftalmologista quantas horas por dia são recomendadas para você ficar com as lentes de contato. Isso pode variar de acordo com o paciente e o tipo de lente adotado.
 
O SORO FISIOLÓGICO É A MELHOR MANEIRA DE HIGIENIZAR AS LENTES DE CONTATO
MITO. Existem soluções específicas para este fim, que contêm substâncias capazes de conservar as lentes, remover as impurezas da superfície, além de possuir em suas fórmulas agentes antimicrobianos, que complementam o processo de limpeza. A solução do soro fisiológico apenas hidrata as lentes de contato, deixando que as impurezas e agentes microbianos permaneçam na lente de contato. Além disso, o frasco do soro fisiológico é um objeto que possui um alto risco de contaminação, podendo levar até a cegueira caso esta solução contaminada entre em contato com os olhos através das lentes de contato.
 
SENTIR DESCONFORTO NO USO DE LENTES DE CONTATO DURANTE A GRAVIDEZ É COMUM
VERDADE. A lágrima tem um papel importante no conforto do usuário de lentes de contato. Durante a gestação, observam-se modificações na composição da lágrima, havendo um desequilíbrio na produção de gordura e de água. Este desequilíbrio pode interferir no conforto ocular, desencadeando sintomas como sensação de olho seco, menor tolerância ao uso das lentes de contato e embaçamento visual. Mas essa intolerância nem sempre está relacionada à gravidez. É de extrema importância realizar uma avaliação oftalmológica durante a gravidez para ter certeza que o uso das lentes de contato não cause danos permanentes para os olhos.
 
TODOS OS INDIVÍDUOS PODEM USAR LENTES DE CONTATO
MITO. Existe uma série de fatores que sugerem que o uso da lente não seja recomendado em alguns pacientes, dentre eles, indivíduos com dificuldade de manuseio, higiene não controlada e pessoas que possivelmente possam dormir com as lentes. Além disso, a córnea de cada indivíduo têm curvaturas diferentes, assim como a lente de contato, que também apresenta uma curvatura que precisa se adaptar à córnea do paciente. Toda pessoa que pretende usar lentes de contato, deve realizar uma avaliação oftalmológica com seu médico para medir a curvatura da córnea, fazer a avaliação do movimento das lentes de contato utilizando aparelhos específicos e realizar um treinamento para manipulação e conservação. Não se deve adquiri-las na ótica ou colocá-las nos olhos sem a avaliação do oftalmologista com o risco de perda permanente da visão. Lembre-se que avaliar e adaptar uma boa lente de contato em seus olhos é ato médico.
 
EXISTE DIFERENÇA ENTRE LENTES RÍGIDAS E GELATINOSAS
VERDADEAs lentes de contato rígidas são feitas de um material duro, que não se molda a superfície do olho, mantendo o seu formato. São indicadas para quaisquer pacientes que gostariam de usar lentes de contato. As lentes de contato rígidas são consideradas as que menos causam problemas de saúde ocular pelo fato de ter alta permeabilidade de oxigênio e acumular menos resíduos (ao contrário do que se imagina), porém, essas lentes incomodam mais nos olhos. As lentes de contato gelatinosas geralmente causam mais problemas oculares pelo fato da permeabilidade ser pior com o decorrer do tempo devido ao acúmulo de resíduos, porém, são muito mais confortáveis do que as duras. Ambas corrigem graus altos tanto de astigmatismo, miopia ou hipermetropia.
 
 
Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais. O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.

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