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10/02/2015

Você cuida da saúde dos seus olhos?

Você é jovem, enxerga bem e acha que deve deixar para procurar um oftalmologista apenas quando for mais velho, estiver com a vista cansada e tiver dificuldades para enxergar, certo? Errado. Diferente do que muitos pensam, o médico oftalmologista não trata apenas dos erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Entre as diversas especialidades que a área atinge, o oftalmologista previne as doenças dos olhos e promove a saúde ocular. 

Nosso olho, um órgão tão pequenininho (mas tão importante), pode ser afetado por quase 3,9 mil doenças, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Para o oftalmologista do Instituto Penido Burnier Leôncio Queiroz Neto, quando o assunto é prevenção de doenças oculares, o Brasil é deixado em segundo plano. Tanto é assim que a catarata, o glaucoma e a degeneração macular ainda cegam muitos brasileiros, apesar de serem doenças passíveis de tratamento e controle. 

"O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção e a cura de doenças oculares, uma vez que algumas patologias não apresentam sintomas e são percebidas pelo paciente apenas quando a visão já está prejudicada", alerta Queiroz Neto. Felizmente, ressalta, 60% dos casos de cegueira podem ser prevenidos ou curados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 180 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam algum tipo de deficiência visual. 

Destes, 50 milhões são cegas e 135 milhões correm o risco de ficar cegas. A dificuldade em enxergar (ou mesmo a diminuição da visão sem causa determinada) pode, sim, ser causada por um simples erro na graduação ótica natural do olho humano, mas pode também estar associada a doenças silenciosas e perigosas, como catarata, glaucoma ou doenças de retina. 

Pesquisa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostra que 85 milhões de brasileiros enxergam mal. Além disso, alergias, irritações e distúrbios do conforto ocular e que estão geralmente associados a distúrbios da superfície ou da manutenção da umidade ocular (geralmente relacionados a alterações da superfície ocular), se não tratados, podem levar a lesões graves, como úlceras de córnea - até com perfuração ocular e perda de visão. 

Mas e quem não tem nenhum déficit visual? "Este também não está livre de algumas das doenças já citadas e de outras que só podem ser diagnosticadas em um exame oftalmológico completo, incluindo medida da pressão ocular e avaliação do fundo de olho", diz o oftalmologista Marcelo Mendonça, especialista em glaucoma e catarata, diretor da Sociedade Brasileira de Glaucoma. 

Segundo ele, as duas principais causas de cegueira irreversível no mundo (glaucoma e diabetes ocular) podem se iniciar de forma completamente assintomática. "Há uma série de doenças nos olhos que apresentam sintomas. O ideal é ir a uma consulta na qual o médico irá medir a pressão dos olhos e fazer um mapeamento da retina", afirma o oftalmologista Francisco Max Damico, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo.

Exames auxiliares
A necessidade de realizar exames auxiliares com tecnologia mais complexa só é necessária caso o médico detecte algum fator de risco para doenças oculares no exame clínico. Neste caso, diz Marcelo Mendonça, já podem ser necessários aparelhos de alta tecnologia, operados por profissionais especializados, capazes de interpretar os exames corretamente. 

"Desta forma, conseguimos detectar algumas doenças potencialmente devastadoras para a visão humana em fases precoces e tratá-las de forma mais fácil e menos invasiva", afirma. "Exames oftalmológicos feitos periodicamente podem detectar doenças sistêmicas graves, como diabetes e hipertensão, entre outras, e também doenças oculares como glaucoma", diz o oftalmologista Eduardo Martines. 

Um terço da população nunca procurou especialista

Uma pesquisa inédita, realizada pelo Ibope, com mais de duas mil pessoas mostrou que um terço da população acima de 16 anos nunca buscou um oftalmologista. O dado alerta para o desconhecimento de doenças que se não forem detectadas precocemente podem causar cegueira

Check-Up anual
Um check-up oftalmológico a partir do final da adolescência ou começo da idade adulta já é recomendável, segundo Marcelo Mendonça. “No geral, o paciente só procura consultório quando está com algum problema de visão”, explica o médico Fausto Tavares Silva. 

O correto é que seja feita uma avaliação antes dos sete anos de idade para verificar se existe algum problema que interfira no desenvolvimento da visão, e exames anuais, posteriormente, para verificação da pressão, refração (miopia, hipermetropia e presbiopia) e alterações da retina

Quando procurar o especialista

Na infância
::A avaliação ocular no bebê detecta se há indícios de glaucoma ou catarata congênitos, miopia, hipermetropia, astigmatismo e doenças hereditárias como anomalias da retina, córnea, íris e nervo óptico

:: O estrabismo só é analisado com exatidão a partir dos seis meses de idade. Uma atenção especial deve ser dada a bebês prematuros. Por volta dos três anos, época da préescola, a criança também deve passar pelo oftalmologista, mesmo que não tenha apresentado nada nos exames iniciais, para checar se os dois olhos estão se desenvolvendo plenamente

:: Por volta dos sete anos, a criança deve retornar ao médico, já que cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual, o que compromete seu rendimento

Na fase adulta
:: Depois dos 40 anos, os exames são obrigatórios e devem ser de preferência anuais ou bianuais, pois é quando surge a presbiopia (vista cansada)

:: É também o momento de avaliar o aumento de pressão intraocular, bem como outros indícios de glaucoma

:: Mulheres em período de menopausa estão mais propensas a síndrome do olho seco que, se não for tratada, pode danificar a córnea

:: A necessidade de exames preventivos na fase adulta também é cada vez mais necessária devido ao uso constante do computador como instrumento de trabalho e também pelo aumento da longevidade. Hoje, a expectativa de vida do brasileiro é de 71,3 anos. Por volta do 55 anos, pode surgir a catarata, maior causa de cegueira no mundo

Fonte: Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista


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