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15/06/2015

O perigo está no ar: Poluição atmosférica pode trazer sérios prejuízos à saúde ocular

Partículas de poeira podem causar sérios danos para os olhos. Saiba como se proteger dessas vilãs quase invisíveis

O olho humano é extremamente vulnerável aos efeitos de poluentes. Sabe aquela sensação de ardência, coceira ou irritação? Todos estes sintomas podem ser efeitos da poluição em contato com a visão. Estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que em cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, a média de poluição do ar por metro cúbico é igual a 40 microgamas, o dobro do aceitável.

Segundo o oftalmologista Richard Yudi Hida, a poluição afeta os olhos de forma direta. “A presença de poluentes no ar prejudica as glândulas responsáveis por secretar uma camada protetora da lágrima, aumentando a sua evaporação e possibilitando o contato direto de poluentes com a superfície do olho. O contato com as partículas de sujeira causa inflamação ocular, levando à sintomas inexpecíficos como coceira, ardência, lacrimejamento, sensaçao de areia nos olhos e olho vermelho.”, comenta.

Ainda de acordo com o oftalmologista, a chegada dos meses mais frios aumenta a incidência de problemas oculares causados pelos poluentes. “No outono e durante o inverno, a humidade do ar é seco e a poluição é maior. Com isso, os sintomas de olho seco piora. Esses sintomas podem desencadear inflamação da córnea (ceratite) e da conjuntiva (conjuntivite). Por isso, ao sentir algum desconforto, é necessário consultar um oftalmologista, a fim de obter um diagnóstico especifico para essas situações”, recomenda Dr. Richard.

COMO EVITAR


Medidas simples podem minimizar os efeitos da poluição. O primeiro cuidado (e o mais importante) é higienizar a desembocadura das glândulas da borda da pálpebra que secretam componentes que protegem a lágrima, utilizando sabonete neutro ao banho. Peça orientações para seu oftalmologista para detalhes dessa higienização. “Outros cuidados simples, tais como, alimentação balanceada e exames preventivos devem sempre ser realizados anualmente- Caso os olhos comecem a apresentar quaisquer sintomas de ressecamento, coceira ou dor, procure seu oftalmologista”, indica.

Confira abaixo outras dicas do oftalmologista:

• Não realize compressas geladas com soro fisiológico ou qualquer outro produto químico. Utilize sempre água filtrada ou mineral quando necessitar fazer compressas geladas ou mornas. Todo produto químico têm sua toxicidade na pele ao redor dos olhos.
• Quando o ambiente estiver poluído ou seco, é importante utilizar umidificadores de ar em casa ou no ambiente de trabalho e evitar locais com ar condicionado sem manutenção adequada. Caso não tenha umidificador, coloque alguns copos com água no ambiente para umidificar o local.

• Em caso de suspeita de conjuntivite, procure orientação médica. Existem vários tipos de inflamação da conjuntiva que deve ser esclarecido com seu médico para tratar de uma forma adequada. 
• O uso indiscriminado de colírios sem orientação médica pode causar danos irreversíveis nos olhos ou na visão. Alguns efeitos colaterais são bem conhecidos como o aumento da pressão intraocular e catarata (uso indiscriminado de corticóide).


Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecidos mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais.
O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. 
É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.


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