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18/05/2001

De olho no futuro.

A menos que existissem sinais de que algo estivesse errado. os pais não davam muita atenção à saúde visual dos filhos. Mas a situação está mudando. É cada vez maior o número de crianças levadas aos oftalmologistas por pais e mães preocupados. A constatação é da oftalmopediatra Beatriz Corrêa. da Comissão de Coordenação de Atividades Científicas da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. "Os pais estão mais informados". afirma. Em geral. levar os pequenos ao oftalmologista é um procedimento mais comum quando as crianças entram na pré-escola. entre os seis e sete anos. Nessa fase. eventuais problemas podem limitar o desenvolvimento. Há dificuldade para enxergar o texto da lousa. por exemplo. Para a especialista. é possível identificar doenças mais cedo. "O ideal seria a realização de exames a partir de um ano". observa Beatriz. Os problemas mais comuns na infância são a miopia (dificuldade em enxergar de longe). a hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto). e o estrabismo. Para este problema. há casos que só podem ser resolvidos com óculos. mas o tratamento inclui cirurgia. que hoje pode ser feita a partir de um ano. Já a miopia e a hipermetropia são corrigidas com óculos. Não é raro também bebês usarem óculos e até lentes de contato. em geral no pós-operatório de catarata congênita. Trata-se de uma doença em que o cristalino - lente localizada atrás da íris - fica opaco. em vez de transparente. Como a cirurgia remove o cristalino. é preciso que o bebê use óculos para enxergar. Após os quatro anos. uma lente artificial que cumpre as funções do cristalino pode ser implantada. A preocupação com os olhos das crianças ganha tanto destaque que levou a Universidade Federal de São Paulo a criar um software para examinar a visão de alunos da rede pública de ensino. O programa. em fase de teste. avalia se a garotada está com dificuldades para enxergar. Os resultados serão enviados pela internet e avaliados por especialistas. Quem apresentar problemas será orientado a procurar atendimento. Mas haja psicologia para convencer as crianças a usar óculos. se for preciso. E não basta o esforço de pais e médicos. Por isso. as óticas também estão caprichando nas atrações. Na loja Mundo da Criança. em Santos. em São Paulo. as vitrines são coloridas e personagens infantis. como o Mickey. usam óculos. Um dos artigos da casa são os óculos italianos cujas estruturas são maleáveis. Eles não apertam o rosto e custam R$ 220. Quem vai à Lunetterie Enfant. no Rio. pode tirar uma foto digital e escolher os óculos vendo sua imagem no computador. Foi o que fez Maria Clara Palheiro. quatro anos. Ela tem três graus de hipermetropia em cada olho e passou uma tarde escolhendo uma nova armação. Maria Clara brincou no computador e saiu da loja feliz como se tivesse ganhado um brinquedo. A ótica dá ênfase a modelos com armações molinhas. mais confortáveis. É o caso do modelo da linha alemã Zeiss. que custa R$ 498. e dos óculos de bebê com macias hastes de silicone. vendidos por R$ 88.
Revista Isto É de 07 de maio de 2001

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