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20/10/2005

Proteína do látex facilita testes de droga contra doença da retina


     O uso de um fator angiogênico derivado do látex em testes de medicamentos com coelhos deu origem a um modelo semelhante à retinopatia diabética do olho humano. O modelo experimental, desenvolvido no Serviço de Retina e Vítreo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, pode custar até 50 vezes menos que o VEGF, substância importada utilizada em pesquisas sobre retinopatia. A pesquisa foi premiada em setembro no Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Fortaleza.
     "A proteína isolada do látex da seringueira foi usada para produzir neovasos na retina do coelho, para verificar a eficácia de medicamentos no tratamento da doença", afirma o oftalmologista do HCRP Rodrigo Jorge, que coordenou a pesquisa. "Na formação de novos vasos, o olho comprometido pela retinopatia, em estágio mais avançado, produz vasos que sangram com facilidade e podem levar a uma hemorragia total e causar cegueira."
     Durante os testes com coelhos no setor de Cirurgia Experimental do HCRP, os oftalmologistas decidiram usar a proteína isolada do látex da seringueira, já aplicada na cicatrização de úlceras da pele em experiências realizadas pelo professor da FMRP Joaquim Coutinho Netto. O veículo utilizado para liberar a substância derivada no olho foi desenvolvido em colaboração com o professor Antonio Cláudio Tedesco, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP).
     O modelo é utilizado para o teste de novas drogas para inibir a neovascularização e tratar a retinopatia. "Alguns medicamentos serão encaminhados para avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCRP, para aplicação em olho humano", afirma Jorge. "Uma classe de agentes antiangiogênicos (agentes terapêuticos) está conseguindo inibir praticamente cem por cento da neovascularização, mas isto ainda não representa o fim do risco de cegueira, apesar do desenvolvimento de uma ferramenta para testes."
     O professor Coutinho Netto estima que a proteína pode custar 50 vezes menos que a substância existente no mercado, para este tipo de pesquisa, o VEGF (Fator de Crescimento Vasculo - Endotelial). "Sem incluir os gastos com importação, cinco microgramas de VEGF custam aproximadamente US$500", aponta. "Isto inviabiliza qualquer pesquisa porque a quantidade é suficiente apenas para aplicação em um olho do modelo animal, no estudo da retinopatia diabética experimental."
     O trabalho Neovascularização de Retina de Coelhos Induzida por Fator Angiogênico Derivado do Látex: Modelo Experimental também teve a participação dos médicos do HCRP Rogério Alves da Costa e o Rubens Camargo Siqueira, os pós-graduandos da Oftalmologia Romina Barreto Sampaio e da Bioquímica, Ricardo Mendonça e ainda Andreza Ribeiro Simioni. A pesquisa foi certificada como o melhor trabalho da região sudeste, pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, no XXXIII Congresso Brasileiro de Oftalmologia, organizado no último mês de setembro, em Fortaleza, Ceará.

Assessoria de Imprensa do HCFMRP e Serviço de Comunicação Social do Campus de Ribeirão Preto

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