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24/08/2006

Aumento da expectativa de vida coloca degeneração macular no centro das discussões

No Brasil, cerca de 10% da população entre 65 e 74 anos e 25% acima de 75 sofrem com a  degeneração macular
Embaçamento da visão central... Dificuldade para ler, escrever, costurar e para realizar outras atividades que exijam visão em detalhe. Esmaecimento das cores, percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e alteração do tamanho dos objetos...Os sintomas descritos acima podem indicar a presença de degeneração macular. “A mácula é uma pequena área localizada na parte posterior do olho que nos permite enxergar detalhes finos com clareza. A degeneração macular é uma lesão neste local, que afeta tanto a visão para longe quanto a visão para perto, podendo dificultar e até mesmo impedir a realização de algumas atividades”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Na maioria dos casos, a degeneração macular apresenta-se na terceira idade, por isso a doença é freqüentemente chamada de Degeneração Macular Relacionada à Idade, (DMRI). Entretanto, a degeneração também pode ser hereditária, neste caso, chamada de Degeneração Macular Juvenil. “A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é, hoje, a principal causa de cegueira no mundo, em faixas etárias superiores a 50 anos. Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da DMRI”, afirma Centurion.
A doença atinge 30 milhões de pessoas em todo o planeta. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, no Brasil, cerca de 10% da população entre 65 e 74 anos, e 25% acima de 75 anos sofrem com a degeneração macular,. “Pessoas de pele clara e olhos azuis ou verdes; exposição excessiva à luz solar; tabagismo; uma dieta rica em gorduras são fatores relacionados à maior incidência de degeneração macular relacionada à idade”, informa o diretor-clínico do IMO.
Mais de 80% dos casos de DMRI são de modalidade atrófica ou seca, tipo que evolui lentamente para a perda parcial da visão. Os casos restantes são da modalidade exsudativa ou úmida, que, embora totalize uma porcentagem menor de incidência, representa um perigo muito maior para a visão.
Tratamento
Na maioria dos casos, a degeneração macular afeta um olho de cada vez, e o paciente só se dá conta de que tem algum problema quando começa a perceber algum dos sintomas já citados. “Entretanto, o oftalmologista pode detectar a degeneração macular em seu estágio inicial, durante uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta o oftalmologista Juan Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO. Ao examinar o fundo do olho, se o oftalmologista perceber indícios da doença, ele poderá realizar os seguintes exames adicionais:
- Campimetria - teste que possibilita mapear o campo visual do paciente. O mapa obtido permite a identificação de alterações visuais causadas pelo glaucoma ou pela degeneração macular;
- Angiofluoresceinografia - exame no qual após a administração de um contraste injetável, é possível identificar anormalidades na retina e realizar fotografias que ajudarão a indicar a melhor possibilidade de  tratamento;
- Teste da Grade de Amsler e Teste da Visão em Cores - realizados para monitoramento da visão central e da visão em cores.
Embora existam diversos tratamentos sob pesquisa, ainda não há um meio eficaz para reverter ou deter a degeneração macular do tipo atrófica ou seca. Diversos métodos terapêuticos foram propostos para a prevenção e o tratamento da DMRI. “O uso de vitaminas, antioxidantes e, recentemente, de luteína (pigmento amarelo da gema do ovo) mostrou-se eficaz na diminuição da incidência da forma exsudativa da doença, retardando sua progressão”, afirma Caballero.
A degeneração macular não causa cegueira total, pois, a retina periférica não é afetada. Mas, ela pode causar uma visão sub-normal, um problema que os óculos comuns não são capazes de solucionar. “Nestes casos, a visão remanescente pode ser muito útil ao paciente, permitindo que ele continue praticando muitas de suas atividades com o auxílio de acessórios ópticos especiais para a baixa visão: lentes de aumento, televisão de circuito fechado, material de leitura impresso em letras de tamanho maior e equipamentos sonoros ou computadorizados”, explica o oftalmologista Juan Caballero.
Para quem já passou dos 50 anos e para os que apresentam pessoas da família com problemas retinianos, o ideal é que as consultas oftalmológicas sejam regulares.

Márcia Wirth

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