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25/09/2006

Programa aponta falta prevenção em saúde visual


Diagnóstico de 12 casos de doenças oculares congênitas no programa Mais Visão demonstra que exame preventivo não é rotineiro. Problemas de visão respondem por 22% da evasão escolar no Brasil.

Rápido, simples e de baixo custo o "Teste do Olhinho", também conhecido como exame do Reflexo Vermelho, ainda não é rotineiro nas maternidades Isso significa que por falta de prevenção muitas crianças são acometidas por deficiência visual grave e cegueira. Esta é uma das principais constatações das consultas oftalmológicas realizadas em 16 de setembro com as crianças do ensino fundamental que participam da terceira edição do programa Mais Visão. Este ano a iniciativa da Fundação Penido Burnier em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas beneficia 27 mil crianças. O objetivo é reduzir a evasão escolar cuja maior causa é a deficiência visual.

De acordo com o diretor médico do projeto, Leôncio Queiroz Neto, foram realizados 493 atendimentos com crianças das 1as e 2as séries do ensino fundamental municipal, além de 25 consultas inseridas na ação social. Apesar do exame ser gratuito, da Transurc oferecer o transporte e dos óculos estarem sendo doados pela Transitions, Tecnol e Instituto Varilux da Visão, cerca de 18% dos alunos que foram identificados com problema na visão não compareceram ao hospital.

Quase metade dos estudantes, 245, necessitam usar óculos. Segundo Queiroz Neto a maioria nunca teve acesso à correção visual, embora em média os vícios de refração diagnosticados tenham ficado acima de 5 graus com alguns casos de até 11 graus. A maior incidência foi de hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto) que responde por 39% dos vícios de refração, seguida de miopia (dificuldade de enxergar de longe) que atingiu 36% das crianças e 25% de astigmatismo (dificuldade de foco por irregularidade da córnea).

Ao todo foram diagnosticados 12 casos de doenças congênitas, sendo 4 cataratas, 2 retinopatias da prematuridade, 3 casos de toxoplasmose e 3 degenerações retinianas com atrofia do nervo óptico. O Teste do Olhinho detecta tumores oculares, catarata e a leucocoria, menina do olho branca. Queiroz Neto explica que o exame é feito nas primeiras horas de vida com a emissão de uma luz vermelha na pupila do recém-nascido, por meio de um oftalmoscópio. Nos olhos saudáveis esta luz é contínua. Em portadores de catarata, leucocoria ou tumor ocorre ausência de reflexo ou assimetria. Além disso, ressalta, o exame chama a atenção para outros fatores como o estrabismo congênito, sendo fundamental para reduzir a deficiência visual.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) demonstram que as alterações congênitas atingem 3% dos bebes no mundo. Segundo o especialista a catarata é uma das mais comuns anomalias infantis que responde entre 10 e 39% da cegueira infantil. A doença, observa, pode atingir apenas um dos olhos e causar grave ambliopia (olho preguiçoso). Neste caso, comenta, o Teste do Olhinho pode ser feito simultaneamente nas duas pupilas para que a comparação dos reflexos ofereça informação sobre diferença de grau e estrabismo.

.Estatísticas do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) demonstram que no Brasil surgem ao ano 30 mil casos de retinopatia da prematuridade. Em bebês prematuros, comenta o médico, além do Teste do Olhinho é necessária uma avaliação mais complexa feita por um oftalmologista. Já a toxoplasmose, afirma, é a maior causa da uveite, inflamação da uvéa, estrutura formada pela íris (parte colorida do olho), corpo ciliar (músculos que se contraem e dilatam para que o cristalino possa focar) e coróide (revestimento interno do olho). Os sintomas são olhos vermelhos, dor, aversão à luz e visão borrada, mas com tratamento precoce não deixa seqüelas.

Hoje o único teste disponibilizado pelo Ministério da Saúde é o exame de fundo de olho. A expectativa de Queiroz Neto é de que o Teste do Olhinho se torne obrigatório não só para bebês prematuros como já acontece em São Paulo e Rio de Janeiro, mas para todo recém-nascido por ser uma forma eficaz de reduzir a deficiência visual e perda da visão.

LDC Comunicação

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