x Logo Dr. Visao

Dr. Visão

Guia To Go

18 h 20

Quarta-feira, 26 Abril 2017

GUIA DE NOTÍCIAS

NOTÍCIA


02/10/2006

Brasileiro desenvolve nova técnica para curar estrabismo


O oftalmologista Edmilson Gigante, de Presidente Prudente (SP), desenvolveu uma técnica para corrigir estrabismo acentuado com uma só cirurgia. Hoje a correção é feita por duas cirurgias, uma em cada olho.

Estimativas indicam que entre 5% e 10% dos brasileiros são vítimas de estrabismo. Destes, entre 30% e 40% sofrem a manifestação acentuada - quando o desvio angular ultrapassa os 50 graus. É nesses casos em que a cirurgia de Gigante é importante. Quando o desvio é inferior a 50 graus, uma única cirurgia pode colocar o olho no lugar.

O estrabismo se manifesta de duas maneiras: convergente (olho voltado para dentro) ou divergente (para fora). Os desvios ocorrem porque os músculos que sustentam os olhos são fortes ou fracos.

No caso do estrabismo convergente, o músculo reto interno é mais forte, enquanto o músculo lateral é mais fraco. Para fazer a correção, Gigante enfraquece o músculo forte e fortalece o mais fraco, causando um equilíbrio que corrige o olho. No estrabismo divergente, o procedimento é inverso.

Para fazer a correção do estrabismo convergente, Gigante leva para trás o músculo forte e fortalece o fraco com uma ressecção (retirada de parte do músculo), encurtando-o. "Com isso, enfraqueço o músculo forte e fortaleço o fraco", diz. "No caso do divergente, o procedimento é inverso", acrescenta.

Paradigma

Mas, para isso, Gigante desafiou um paradigma da oftalmologia, o de fazer recuos e ressecções com tamanho superior a 5 milímetros. "Desde 1922, quando foi feita a primeira cirurgia, a maioria dos cirurgiões nunca tentou ultrapassar os 5 milímetros", conta.

Durante sete anos, Gigante vem ultrapassando aos poucos os 5 milímetros, aumentando o tamanho de acordo com o grau de desvio do paciente. A técnica já recuperou 44 pacientes vítimas de estrabismo convergente e outros 40 de estrabismo divergente, todos pelo Serviço Único de Saúde (SUS), no Hospital Universitário de Presidente Prudente entre 2000 e 2005.

Os casos de estrabismo convergente são relatados na tese de mestrado Cirurgia Monocular para Esotropias e Grande Ângulo, que Gigante deve apresentar na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, até fevereiro do ano que vem.

Se não for tratado até os 4 ou 5 anos de idade, o estrabismo causa a ambliopia, doença que deixa a pessoa praticamente cega do olho estrábico. "Se a criança usar tampão consegue manter a visão, mas não vai escapar da cirurgia, pois o desvio do olho continuará", diz o oftalmologista Jonas Ricardo Martins Cintra, de Jaboticabal.

Como muitos não fazem o tratamento quando crianças, perdem a visão do olho afetado e, como tradicionalmente as cirurgias são indicadas nos dois olhos, essas pessoas se recusam a corrigir o problema. "Com a técnica de Gigante, a pessoa fará apenas uma cirurgia no olho doente, não correndo risco de perder a única visão saudável", diz Cintra.

Para o estudante Lucas Pazzini Claro, de 20 anos, a cirurgia lhe salvou de humilhações e de preconceitos. "Fiz essa cirurgia há seis anos. Antes a auto-estima ficava lá embaixo. Hoje não. Vejo o mundo com mais alegria", conta.

Agencia Estado - Chico Siqueira

  • Nadynnie - 04/10/2012

    A luta por uma cirurgia...

    Bom, eu sou estrabica e des que me conheço por gente corro atras de tratamentos, e pela cirurgia pelo SUS. Mais como muitos devem saber isso é muito demorado... Ja fiz varios exames varias vezes, usei o tampão e tudo, mais nada resolveu, e quando eu tinha 7 anos depois de meus pais correrem muito atras da cirurgia conseguiram ela iria ser realizada em florianopolis, mais o Bendito que marcou o dia dda cirurgia, marcou bem no dia do aniversario de Floripa, reumindo cirurgia cancelada e começando tudo novamente... Mais o que acontecia era que eu ia ao hospital e fazia todos os exames necessarios, e meu retorno deveria ser marcado no maximo 3 meses depois, mais ele era marcado apenas de 6 meses pra cima, entao ao inves de eu voltar ao hospital e fazer novos exames eu ia e repetia os mesmo exames anteriores ou seja andava em circulos... Quando eu tinha uns 15 anos mais ou menos desisti, cansei disso tudo falei pros meus pais que so iria correr atras o dia que tivesse dinheiro... Hoje tenho 20 anos moro em são francisco do Sul e sou casada, meu marido me colocou no plano de saude dele para mim poder fazer a cirurgia, estou iniciando esse mes os exames para ver se dessa vez da certo.. Seja o que Deus quiser, e ele vai querer :) Torçam por miim ^^

Este Portal é um veículo de conteúdo, informação e divulgação sobre assuntos relacionados a oftalmologia (IMPRENSA), todo conteúdo veiculado é de responsabilidade de seus autores. NUNCA deixe de consultar o seu médico oftalmologista.
TEMAS
Portal DR. VISÃO - Todos os direitos reservados - ® 2000 - 2011