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27/11/2006

Cirurgia de catarata dói?

Médico explica os cuidados que se deve tomar com a anestesia

De acordo com a Academia Americana de Oftalmologia, mais de vinte milhões de pessoas acima dos 40 anos sofrem de catarata e 90% da população adulta será portadora da doença depois dos 70. No Brasil, sabe-se que pelo menos metade dos idosos sofre da doença, em que a lente do cristalino vai ficando opaca e esbranquiçada, diminuindo  visão da pessoa. Apesar de a cirurgia de catarata ser simples, um detalhe pode variar entre os centros cirúrgicos: a anestesia.

De acordo com o doutor Renato Neves, oftalmologista que dirige a rede Eye Care Oftalmologia, em São Paulo, “é muito importante, para o sucesso da cirurgia e o bem-estar do paciente, que qualquer sinal de dor durante a remoção da catarata seja praticamente imperceptível”.

Neves explica que a sensação de dor durante e depois do procedimento cirúrgico pode ser consideravelmente minimizada por meio de uma variedade de anestésicos, incluindo anestesia tópica, injeção intravítrea (local) ou anestesia geral. 

“A vantagem da anestesia tópica é a rapidez e a simplicidade com que é aplicada, além de ser um argumento não-invasivo. Nos casos de procedimentos de curta duração é mais aconselhada, já que permite ao cirurgião contar com a ajuda do paciente, que continua enxergando”, diz o especialista.

Neves afirma que a anestesia geral somente é aconselhada em casos de pacientes que precisam de cuidados especiais, como crianças ou adultos muito agitados. “Para compensar a inexistência de tratamento clínico de catarata, os avanços da cirurgia têm aumentado em grande velocidade nos últimos anos. Além de ser um procedimento seguro, as lentes intraoculares implantadas depois da cirurgia têm a função de ajustar a visão conforme a necessidade do momento. Com a nova geração de lentes, inclusive, o uso de óculos para perto ou para longe é dispensável em 98% dos casos.”

A catarata avança aos poucos. O portador pode sofrer alterações na visão durante meses ou anos sem se dar conta da gravidade da questão. Por isso, os especialistas são unânimes em orientar pessoas com mais de 40 anos a fazer exames de fundo de olho anualmente.

Segundo Neves, na fase inicial da doença, o paciente nota maior facilidade para enxergar de perto, que progride para uma maior sensibilidade à luz e, principalmente, aos reflexos e brilhos à noite,  visão embaçada, sensação de que as cores estão desbotadas e mudanças na cor da pupila. “Esse avanço progressivo impede a pessoa de realizar tarefas simples, como ler ou dirigir”.

Mais Informações:

Jornalista responsável: Heloísa Paiva (11) 7383.8331 // 3266.8783


Jornalista responsável: Heloísa Paiva

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