Terça-Feira, 07 Setembro 2010

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03/02/2010

Rio de lágrimas

O choro costuma ser a primeira reação do recém nascido (RN) e principal meio de comunicação até um ano de idade. Por isso, as lágrimas são importantes para identificar qualquer necessidade dos pequenos, inclusive o cuidado com os olhos.

Água boricada, rosa branca, compressa, tudo vale na hora de limpar as ‘janelinhas para o mundo’ do bebê. Mas, é preciso atenção, pois, alguns problemas oftamológicos que exigem tratamentos mais sérios - glaucoma congênito, conjuntivite, triquíase (cílios que nascem virados para o olho) e fechamento incompleto das pálpebras - também usam o lacrimejamento para se manifestar.

Especialistas afirmam que a doença mais comum entre os RNs é a Obstrução Congênita da Vias Lacrimais (OCVL), percebida pelo excesso de lágrimas, frequente em crianças com menos de um ano de idade.

A oftalmopediátrica, Maria José Carrari, explica que a principal causa de obstrução do canal lacrimal é a presença de uma membrana no local de abertura do ducto nasolacrimal, atrás do nariz. “Quando o canal lacrimal fica muito tempo obstruído pode haver inflamação ou infecção, pois a lágrima permanece retida por um período muito longo. Nesse caso, o local da inflamação fica vermelho, inchado e dolorido”.

A infecção é percebida quando o médico encontra lacrimejamento, aspecto de “olho melado” e dermatite na pálpebra inferior, sem sinais inflamatórios. “É comum que a criança apresente com maior frequência episódios de conjuntivite bacteriana graças ao excesso de umidade nos olhos”, diz Dra. Maria.

Entretanto cuidar da OCVL não é tão difícil. Quando a doença está acompanhada de conjutivite o uso de colírios é recomendado. Mas, a especialista explica que as massagens na região são as mais efetivas e é possível aprende-lás no consultório.

Já, o procedimento cirúrgico, chamado sondagem, vem em último caso, quando nenhuma das alternativas funcionou. “Normalmente, não o realizamos antes dos nove meses de idade”, diz a oftalmologista. Apesar da anestesia geral o pequeno entra e sai do hospital no mesmo dia.

Fonte: Sempre Materna - UOL