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Segunda-feira, 11 Dezembro 2017

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REPORTAGEM


Pais devem ficar atentos aos sinais para detectar possíveis problemas oculares em bebês e crianças

Engana-se quem pensa que os problemas oftalmológicos só afetam os adultos. Os bebês e crianças pequenas também podem apresentar doenças, por isso os pais devem ficar atentos para poder recorrer a um profissional quando perceberem que algo está errado. Segundo Rosana Cristina Sciencia da Silva Pizzarro, presidente do Departamento de Oftalmologia da Associação Paulista de Medicina, a observação de alguns sinais e sintomas são muito importantes.

“Em crianças pequenas que não conseguem ainda informar verbalmente, prestar atenção nos sinais oculares é um bom caminho para detectar problemas precocemente”, explica. Segundo a médica, nesta fase elas podem apresentar olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira ocular, tersol e conjuntivites repetidas. Algumas crianças caem e tropeçam com facilidade e apresentam dificuldades em olhar na direção correta quando chamados. “Tudo isso pode apontar para algum tipo de problema”, ressalta. Segundo Rosana, nos primeiros meses de vida de um bebê, os pais devem observar se eles seguem os objetos com o olhar, se apresentam movimentos oculares uniformes e olhos retos, além de coloração, abertura e tamanho dos olhos dentro da normalidade. “Principalmente no caso dos bebês, é muito importante ressaltar que qualquer alteração ou dúvida é motivo de avaliação médica oftalmológica em caráter de urgência”, afirma.

Para os maiores, a partir dos quatro anos, a identificação dos sintomas é um pouco mais fácil. Como já se comunicam de forma eficiente, eles podem relatar coceira nos olhos, dor ocular ou de cabeça e, às vezes, demonstram dificuldades em realizar as atividades escolares, ao contrário dos amiguinhos.

Nos bebês que nascem a termo e com gestações normais, com um bom acompanhamento médico, o chamado Pré-Natal, os problemas oftalmológicos encontrados são raros. Mas, há doenças e problemas que acometem alguns e por isso, os pais não podem descuidar. A oftalmologista pediatra do Hospital Oftamológico de Brasília, Dorotéia Matsuura, especialista em estrabismo e visão sub-normal, enumera algumas doenças que podem ser diagnosticadas em bebês recém-nascidos, como descolamentos de retina, cataratas congênitas, toxoplasmose ocular e retinoblastoma, que é um tipo de tumor.

“Mas vale ressaltar que como as maternidades já efetuam exames das pupilas dos bebês para checar os reflexos, caso exista algum tipo de problema, ele é normalmente detectado neste exame”, explica. Segundo Dorotéia, até os três meses de vida, é comum também os bebês apresentarem estrabismo, movimentos oculares com desvios ocasionais, mas depois desta idade, se o problema persistir é preciso consultar um médico.

As médicas também explicam que se deve prestar muita atenção se o bebê apresenta olhos muito grandes e esbranquiçados, opacos, sem brilho em conjunto com forte sensibilidade à luz, pois revelam sintomas de uma doença grave, o glaucoma congênito que deve ser tratado logo para não afetar o nervo óptico.

Dorotéia afirma que os pais podem fazer a partir dos 3 meses um teste simples em casa, para se assegurar que a criança está desenvolvendo de forma saudável a sua visão. “Chamar a atenção da criança com um objeto nas mãos de longe e ir se aproximando, fazendo movimentos com o objeto para checar se o bebê acompanha”, explica. “Já a partir dos 3 anos, os pais podem tampar um dos olhos da criança e mostrar um objeto e depois repetir o exercício tampando o outro olho para ver se ela consegue enxergar bem”, sugere.

O que todos devem entender é que a visão dos indivíduos se forma dos zero aos 7 anos de idade, aproximadamente. Para que esta formação seja perfeita é necessário que exista condições para o bom funcionamento ocular. Isso significa que quanto mais cedo acontecer o diagnóstico e tratamento de doenças, maior será a chance de se ter um correto desenvolvimento da visão. “O que ocorre é que se os problemas não forem tratados a tempo, podemos nos deparar com o que chamamos de Ambliopia, ou olhos preguiçosos, nos quais a visão fica mais restrita por falta de um adequado estímulo visual ou a correção óptica na faixa etária própria para que isso aconteça”, explica Rosana.

Vale lembrar que os pais que usam óculos devem redobrar os cuidados com os filhos, já que muitos problemas oculares e até mesmo o uso dos óculos tem caráter genético, congênito e exigem mais atenção. De acordo com Dorotéia, o ideal é que a partir de um ano de idade a criança faça uma visita anual a um oftalmologista a fim de prevenir e tratar possíveis doenças e problemas da visão. Marta Divitiis

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