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Quarta-feira, 23 08 2017

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REPORTAGEM


Diabetes pode afetar saúde ocular

Hoje em dia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam cerca de 120 milhões de portadores de diabetes em todo o mundo, incluindo o diabetes do tipo 1 ou 2. A retinopatia diabética é, sem dúvida, um sério problema visual e representa uma das principais causas de cegueira legal entre pessoas de 20 e 74 anos de idade e sua prevalência dobra a cada 15 anos.
       Segundo a oftalmologista Cleide Guimarães Machado, um dos mais importantes aspectos da retinopatia diabética são hemorragias na retina entre outros vários fenômenos específicos e pode desencadear até mesmo em cegueira irreversível. Contudo, o alerta geral diante da retinopatia diabética é relevante e para minimizar as seqüelas a prevenção efetiva ainda é a melhor medida, especialmente para não deixar evoluir e resultar em deficiência visual.  “O tratamento precoce pode manter a acuidade visual e evita maiores danos oftalmológicos”, diz a médica, apontando que outros fatores de risco são ligados à retinopatia diabética, como hipertensão arterial e insuficiência renal, por exemplo.      
       “O diagnóstico detalhado da retinopatia diabética pode retardar a perda visual progressiva e o tratamento deve ser prolongado”, disse Cleide, durante o Congresso de Reciclagem de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP).
       Para abordar a retinopatia, o médico deve saber adotar critérios específicos para conduzir métodos que sejam adequados para cada caso e realizar um acompanhamento de pacientes com retinopatia diabética. “Os exames, muitas vezes, precisam ser recorrentes”, diz o oftalmologista Otacílio Maia.

Exames e controle glicêmico

       Os procedimentos são vários e um dos possíveis indicados é a angiografia, que pode observar hemorragias e dar outras respostas para diversos quadros oftalmológicos relacionados à retinopatia diabética. Além desse exame, a retinografia fluoresceínica, a tomografia de coerência óptica e a interferometria de baixa coerência podem ser adotadas para uma investigação de retina. “Os sintomas podem ser tardios, mas as complicações são graves, como o próprio descolamento de retina”, diz Maia.
       A interação com endocrinologistas é também importante para tratar a retinopatia diabética, pois a doença está bastante relacionada com o controle glicêmico e todas as outras abordagens com o diabetes. Com isso, o acompanhamento, a conscientização e os tratamentos propostos são importantes e podem evitar conseqüências para a saúde ocular.
       “Em diferentes quadros de retinopatia diabética, o seguimento oftalmológico é fundamental”, diz Maia. No entanto, os tratamentos cirúrgicos podem ser bem-sucedidos quando diagnosticados a tempo. Atualmente, muitos estudos podem interagir melhor com a retinopatia diabética e evitar tantos problemas. “Novos medicamentos com menor perda visual e melhor qualidade de vida estão surgindo e tendem a ajudar pacientes com retinopatia diabética daqui adiante”, diz o médico.

Equipe Dr.Visão

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