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13 h 19

Quinta-feira, 18 Julho 2019

GUIA DE REPORTAGENS

REPORTAGEM


Associação Cão Guia de Cego

A Associação é uma entidade decretada de Utilidade Pública Estadual, Lei nº 4.719 e Federal Dec. Lei nº 92343, registrada no Ministério da Educação e Conselho Nacional de Serviço Social nº 23.002.001.019/83-0. É de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, com a finalidade de dar olhos ao deficiente visual e integrá-lo à sociedade como pessoa produtiva através de cursos profissionalizantes e de cães-guias.

Como funciona?

A Associação ministra cursos profissionalizantes com uma equipe de profissionais altamente especializados.
A entidade possui cães de raças diversas já iniciadas na função de cães-guias. Quando possuir sede própria poderá ampliar suas atividades, bem como adquirir um número de matrizes e cães-guias.

O CÃO-GUIA

É um animal muito especial, possuindo temperamento dócil e sendo dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer no seu trabalho e funciona como olhos do cego. Ele não cansa jamais, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia. Por esse motivo, os treinadores fazem cursos específicos, com aulas práticas e teóricas, adaptando experiência de países como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Argentina às condições de vida dos cegos do Brasil.
Um fator que limita o trabalho da Associação é sua dependência de doações de recursos para o adestramento e de filhotes que são criados na casa do cego, onde mais tarde recebem o treinamento. Para iniciar o treinamento avançado, o cão deverá ter de 10 a 30 meses, porque a maturidade é elemento essencial no cão-guia, pois com ela vem a responsabilidade requerida para desviar o cego de obstáculos.
As Raças

Atualmente as raças utilizadas no mundo inteiro são: retriever do labrador, golden retriever, mestiços dessas raças,  collie (pêlo longo ou curto), boxer, bouvier dos flandres e pastor alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO.
Nem todas as pessoas com problemas de visão se adaptam a um cão-guia, por isso, as necessidades dos candidatos são cuidadosamente analisadas e um cão conveniente é selecionado, pois a adaptação entre o cego e o cão é fundamental.
Para o cego que não se adapta ao uso de bengalas, o cão-guia apresenta muitas vantagens: obstáculos acima da cintura são fáceis de serem percebidos pelo cão; atravessar ruas movimentadas é mais fácil e seguro pois o cão percebe o movimento do tráfego. Além disso, existe o aspecto psicológico positivo que resulta da união cego/cão-guia, pois o cachorro é estímulo, amor, carinho, inspira confiança e vontade de viver ao cego, integrando-o à sociedade.

Como ajudar?

Implantar esse sistema de ajuda aos cegos é tarefa pioneira, e por isso mesmo difícil. Muitos problemas constantemente são enfrentados, como:

 a educação da comunidade para aceitar o cão-guia;
 a legislação para permitir a entrada de cães-guia em locais públicos , privados e meios de transporte;
 a aquisição, treinamento e manutenção dos cães-guia, etc..
Muita gente já está ajudando, e você poderá ajudar compreendendo e divulgando a nossa obra ou ainda: criadores podem doar filhotes, veterinários podem prestar assistência aos cães, laboratórios podem doar vacinas e medicamentos, outras indústrias podem doar materiais, alimentos para os cães e verbas. Existem mais de 40.000 cegos no Brasil; muitos não podem se locomover sozinhos porque não se adaptam à bengala. Esses cegos dependem do cão-guia para andar, sair de casa, passear e trabalhar como você.

Informações:

Adestramento do Cão Guia de Cegos

O trabalho do cão guia de cegos nos mostra,  o quanto os animais podem ser úteis ao homem. Mas será que todos os cães têm essa aptidão?

Como é o treinamento do Cão Guia de Cego?

E a escolha do filhote?

O filhote tem que ser saudável e meigo, sem ser tímido ou líder. O equilíbrio de temperamento é fundamental. O animal deve ser criado com socialização desde cedo, ou seja, na convivência com pessoas, animais diferentes e lugares barulhentos, pois serão situações que ele enfrentará no seu dia a dia. Ainda filhote , o cão deve ser ensinado a fazer suas necessidades fisiológicas (cocô e xixi) nos lugares certos.
Atualmente as raças mais  utilizadas no mundo inteiro são: retriever do labrador, golden retriever,e mestiços dos mesmos, collie (pêlo longo ou curto), boxer, bouvier des flandres e pastor alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO.
Macho ou fêmea?
Tanto machos quanto fêmeas podem ser usados como cães guias, porém, devem ser castrados (principalmente os machos).

O adestramento

A educação começa desde os primeiros dias que é a parte de socialização com pessoas, animais e situações inusitadas. A partir do 3o. mês, começa a obediência básica (sentar, deitar, andar junto, direita e esquerda, etc..) e a partir do 7o. mês, a obediência adiantada (adestramento na rua, obstáculos de altura, largura e travessia de sinais). Aos 12 meses se inicia o adestramento para condução inteligente, ou seja, o cão deve desobedecer uma ordem dada pelo dono, ao observar o perigo.
O treinamento do cão guia é bastante peculiar, pois o animal não vai conduzir somente em uma pista de obstáculos. Ele ter que estar apto para guiar nas ruas de uma cidade, portanto, tem que ser treinado nas ruas, conviver com uma família, é fundamental o convívio pacífico com crianças, pessoas estranhas e outros animais, sem se desconcentrar enquanto estiver guiando.

Na Europa, existem os "puppy-walkers", que são voluntários que criam os filhotes até estarem completamente adestrados e prontos para serem entregues aos cegos. Já no Brasil, esse tipo de serviço foi tentado, mas uma quantidade significativa de pessoas se negava a entregar os cães por terem criado um grande vínculo afetivo com o animal.
Tempo de serviço

Os cães guias podem ser usados na condução até 8 anos de idade. A partir daí, observa-se um declínio do rendimento do cão, além do cão ser considerado idoso e sujeito às doenças da idade. Ao se aposentarem, normalmente continuam com o cego, pela amizade que é criada ao longo dos anos. Já na Europa, após os 8 anos de idade, o cego doa seu cão a famílias que adotam cães guias aposentados, e adquire um novo companheiro.
Legislação: No Brasil já existem Leis nas esferas federais, estaduais e municipais que asseguram aos usuários de cães guias livre a todos lugares.

Associação Cão Guia de Cego
Lúcilia Grimaldi- Presidente
Fone: 011-3667-0288
Rua Lavradio, 74, apto 31-b- Cep-01154-020

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